Category Archives: Saúde

Colesterol não é o Inimigo que você foi induzido a crer

Standard

Cirurgião Cardíaco admite enorme erro!

Por Lundell Dwight, MD

Nós os médicos com todos os nossos treinamentos, conhecimento e autoridade, muitas vezes adquirimos um ego bastante grande, que tende a tornarmos difícil admitir que estamos errados. Então, aqui está. Admito estar errado .. Como um cirurgião com experiência de 25 anos, tendo realizado mais de 5.000 cirurgias de coração aberto, hoje é meu dia para reparar o erro de médicos com este fato científico.

Eu treinei por muitos anos com outros médicos proeminentes rotulados como “formadores de opinião.” Bombardeado com a literatura científica, sempre participando de seminários de educação, formuladores de opinião que insistiam que doença cardíaca resulta do fato simples dos elevados níveis de colesterol no sangue.

A terapia aceita era a prescrição de medicamentos para baixar o colesterol e uma severa dieta restringido a ingestão de gordura. Este último é claro que insistiu que baixar o colesterol e doenças cardíacas. Qualquer recomendação diferente era considerada uma heresia e poderia possivelmente resultar em erros médicos.

Ela não está funcionando! Estas recomendações não são cientificamente ou moralmente defensáveis. A descoberta, há alguns anos que a inflamação na parede da artéria é a verdadeira causa da doença cardíaca é lenta levando a uma mudança de paradigma na forma como as doenças cardíacas e outras enfermidades crônicas serão tratadas.

As recomendações dietéticas estabelecidas há muito tempo tem criado uma epidemia de obesidade e diabetes, cujas consequências apequenam qualquer praga histórica em termos de mortalidade, o sofrimento humano e terríveis conseqüências econômicas.

Apesar do fato de que 25% da população tomar caros medicamentos a base de estatina e, apesar do fato de termos reduzido o teor de gordura de nossa dieta, mais americanos vão morrer este ano de doença cardíaca do que nunca.

Estatísticas do American Heart Association, mostram que 75 milhões dos americanos atualmente sofrem de doenças cardíacas, 20 milhões têm diabetes e 57 milhões têm pré-diabetes. Esses transtornos estão a afetar pessoas cada vez mais jovens em maior número a cada ano.

Simplesmente dito, sem a presença de inflamação no corpo, não há nenhuma maneira que faça com que o colesterol se acumule nas paredes dos vasos sanguíneos e cause doenças cardíacas e derrames. Sem a inflamação, o colesterol se movimenta livremente por todo o corpo como a natureza determina. É a inflamação que faz o colesterol ficar preso.

A inflamação não é complicada – é simplesmente a defesa natural do corpo a um invasor estrangeiro, tais como toxinas, bactéria ou vírus. O ciclo de inflamação é perfeito na forma como ela protege o corpo contra esses invasores virais e bacterianos. No entanto, se cronicamente expor o corpo à lesão por toxinas ou alimentos no corpo humano, para os quais não foi projetado para processar, uma condição chamada inflamação crônica ocorre. A inflamação crônica é tão prejudicial quanto a inflamação aguda é benéfica.

Que pessoa ponderada voluntariamente se exporia repetidamente a alimentos ou outras substâncias conhecidas por causarem danos ao corpo? Bem, talvez os fumantes, mas pelo menos eles fizeram essa escolha conscientemente.

O resto de nós simplesmente seguia a dieta recomendada correntemente, baixa em gordura e rica em gorduras poliinsaturadas e carboidratos, não sabendo que estavam causando prejuízo repetido para os nossos vasos sanguíneos. Esta lesão repetida cria uma inflamação crônica que leva à doença cardíaca, diabetes, ataque cardíaco e obesidade.

Deixe-me repetir isso. A lesão e inflamação crônica em nossos vasos sangüíneos é causada pela dieta de baixo teor de gordura recomendada por anos pela medicina convencional.

Quais são os maiores culpados da inflamação crônica? Simplesmente, são a sobrecarga de simples carboidratos altamente processados ​​(açúcar, farinha e todos os produtos fabricados a partir deles) e o excesso de consumo de óleos ômega-6 vegetais como soja, milho e girassol, que são encontrados em muitos alimentos processados.

Imagine esfregar uma escova dura repetidamente sobre a pele macia até que ela fique muito vermelho e quase sangrando. Faça isto várias vezes ao dia, todos os dias por cinco anos. Se você pudesse tolerar esta dolorosa escovação, você teria um sangramento, inchaço e infecção da área, que se tornaria pior a cada lesão repetida. Esta é uma boa maneira de visualizar o processo inflamatório que pode estar acontecendo em seu corpo agora.

Independentemente de onde ocorre o processo inflamatório, externamente ou internamente, é a mesma. Eu olhei dentro de milhares e milhares de artérias. Na artéria doente parece que alguém pegou uma escova e esfregou repetidamente contra a parede da veia. Várias vezes por dia, todos os dias, os alimentos que comemos criam pequenas lesões compondo em mais lesões, fazendo com que o corpo responda de forma contínua e adequada com a inflamação.

Enquanto saboreamos um tentador pão doce, o nosso corpo responde de forma alarmante como se um invasor estrangeiro chegasse declarando guerra. Alimentos carregados de açúcares e carboidratos simples, ou processados ​​com óleos omega-6 para durar mais nas prateleiras foram a base da dieta americana durante seis décadas. Estes alimentos foram lentamente envenenando a todos.

Como é que um simples bolinho doce cria uma cascata de inflamação fazendo-o adoecer?

Imagine derramar melado no seu teclado, ai você tem uma visão do que ocorre dentro da célula. Quando consumimos carboidratos simples como o açúcar, o açúcar no sangue sobe rapidamente. Em resposta, o pâncreas segrega insulina, cuja principal finalidade é fazer com que o açúcar chegue em cada célula, onde é armazenado para energia. Se a célula estiver cheia e não precisar de glicose, o excesso é rejeitado para evitar que prejudique o trabalho.

Quando suas células cheias rejeitarem a glicose extra, o açúcar no sangue sobe produzindo mais insulina e a glicose se converte em gordura armazenada.

O que tudo isso tem a ver com a inflamação? O açúcar no sangue é controlado em uma faixa muito estreita. Moléculas de açúcar extra grudam-se a uma variedade de proteínas, que por sua vez lesam as paredes dos vasos sanguíneos. Estas repetidas lesões às paredes dos vasos sanguíneos desencadeiam a inflamação. Ao cravar seu nível de açúcar no sangue várias vezes por dia, todo dia, é exatamente como se esfregasse uma lixa no interior dos delicados vasos sanguíneos.

Mesmo que você não seja capaz de ver, tenha certeza que está acontecendo. Eu vi em mais de 5.000 pacientes que operei nos meus 25 anos que compartilhavam um denominador comum – inflamação em suas artérias.

Voltemos ao pão doce. Esse gostoso com aparência inocente não só contém açúcares, é também cozido em um dos muitos óleos omega-6 como o de soja. Batatas fritas e peixe frito são embebidos em óleo de soja, alimentos processados ​​são fabricados com óleos omega-6 para alongar a vida útil. Enquanto ômega-6 é essencial – e faz parte da membrana de cada célula controlando o que entra e sai da célula – deve estar em equilíbrio correto com o ômega-3.

Com o desequilíbrio provocado pelo consumo excessivo de ômega-6, a membrana celular passa a produzir substâncias químicas chamadas citocinas, que causam inflamação.

Atualmente a dieta costumeira do americano tem produzido um extremo desequilíbrio dessas duas gorduras (ômega-3 e ômega-6). A relação de faixas de desequilíbrio varia de 15:1 para tão alto quanto 30:1 em favor do ômega-6. Isso é uma tremenda quantidade de citocinas que causam inflamação. Nos alimentos atuais uma proporção de 3:1 seria ideal e saudável.

Para piorar a situação, o excesso de peso que você carrega por comer esses alimentos, cria sobrecarga de gordura nas células que derramam grandes quantidades de substâncias químicas pró-inflamatórias que se somam aos ferimentos causados por ter açúcar elevado no sangue. O processo que começou com um bolo doce se transforma em um ciclo vicioso que ao longo do tempo cria a doença cardíaca, pressão arterial alta, diabetes e, finalmente, a doença de Alzheimer, visto que o processo inflamatório continua inabalável.

Não há como escapar do fato de que quanto mais alimentos processados e preparados consumirmos, quanto mais caminharemos para a inflamação pouco a pouco a cada dia. O corpo humano não consegue processar, nem foi concebido para consumir os alimentos embalados com açúcares e embebido em óleos omega-6.

Há apenas uma resposta para acalmar a inflamação, é voltar aos alimentos mais perto de seu estado natural. Para construir músculos, comer mais proteínas. Escolha carboidratos muito complexos, como frutas e vegetais coloridos. Reduzir ou eliminar gorduras omega-6 causadores de inflamações como óleo de milho e de soja e os alimentos processados ​​que são feitas a partir deles. Uma colher de sopa de óleo de milho contém 7.280 mg de ômega-6, de soja contém 6.940 mg. Em vez disso, use azeite ou manteiga de animal alimentado com capim.

As gorduras animais contêm menos de 20% de ômega-6 e são muito menos propensas a causar inflamação do que os óleos poliinsaturados rotulados como supostamente saudáveis. Esqueça a “ciência” que tem sido martelada em sua cabeça durante décadas. A ciência que a gordura saturada por si só causa doença cardíaca é inexistente. A ciência que a gordura saturada aumenta o colesterol no sangue também é muito fraca. Como sabemos agora que o colesterol não é a causa de doença cardíaca, a preocupação com a gordura saturada é ainda mais absurda hoje.

A teoria do colesterol levou à nenhuma gordura, recomendações de baixo teor de gordura que criaram os alimentos que agora estão causando uma epidemia de inflamação.

A medicina tradicional cometeu um erro terrível quando aconselhou as pessoas a evitar a gordura saturada em favor de alimentos ricos em gorduras omega-6. Temos agora uma epidemia de inflamação arterial levando a doenças cardíacas e a outros assassinos silenciosos.

O que você pode fazer é escolher alimentos integrais que sua avó serviu e não aqueles que sua mãe encontrou nos corredores de supermercado cheios de alimentos industrializados. Eliminando alimentos inflamatórios e aderindo a nutrientes essenciais de produtos alimentares frescos não-processados, você irá reverter anos de danos nas artérias e em todo o seu corpo causados pelo consumo da dieta típica americana.

[Ed. Nota: Dr. Dwight Lundell é ex-Chefe de Gabinete e Chefe de Cirurgia no Hospital do Coração Banner, Mesa, Arizona. Sua prática privada, Cardíaca Care Center foi em Mesa, Arizona. Recentemente, Dr. Lundell deixou a cirurgia para se concentrar no tratamento nutricional de doenças cardíacas. Ele é o fundador da Fundação Saúde dos Humanos, que promove a saúde humana com foco na ajuda às grandes corporações promover o bem estar. Ele é o autor de "A cura para a doença cardíaca e A Grande Mentira Colesterol"]

Caldo Verde evita o cancro

Standard
O CALDO VERDE EVITA O CANCRO!
Por Manuel Luciano da Silva, Médico
 
 Muita gente sabe que o caldo verde é uma sopa de couve portuguesa, tipicamente do norte de Portugal Continental, mas muito divulgada por todo o país.

Couve é o nome genérico que se usa para descrever uma grande família de hortaliça caracterizada por folhas largas, esverdeadas e muito ricas em nervuras, fibra e vitaminas. Existe uma variedade de couves: couve galega, couve lombarda, couve crespa, couve penca, couve tronchuda, couve bastarda, couve repolho, couve bróculo roxo, couve bróculo branco e até couve flor! Mas a couve preferida para se fazer o caldo verde, como deve ser, é a couve chamada galega, muito cultivada na Província do Minho em Portugal.

Na Nova Inglaterra os nossos emigrantes cultivam nos seus quintais a couve galega, depois de usar vários truques para passarem, contra a lei, na alfândega as sementes desta couve preferida. Na América há uma couve semelhante à galega que tem o nome de: “collards”.

Devido às temperaturas negativas as couves galegas não se aguentam ao relento durante os meses de inverno e assim a nossa gente usa um tipo de couve crispada chamada “kale”. Mas o caldo feito de “Kale” não é genuinamente caldo verde. Perde a sua característica, não pelo tipo diferente de couve, mas sim pelos ingredientes que as cozinheiras imigrantes lhe adicionam e que não devem fazer parte da receita do caldo verde.

Sucede que a composição da “kale soup” é muito complexa: além da couve ou “kale”, leva carne de vaca, carne de porco, chouriço, ou linguiça, feijão, batata, cenoura, água, sal e mais não sei quê. Gostosa? Sim, senhor, mas é tão concentrada, é tão forte que até faz lembrar cimento armado ou entulho!…

Em contrapartida a receita do caldo verde é muito simples: água, sal, batata ralada, couves cortadas às tiras fininhas, azeite português e mais nada!

No entanto há muitas donas de casa que não sabem cozinhar o caldo verde como deve ser. Não fazem caldo verde para os seus familiares por que dá muita maçada a cortar as couves às tiras muito fininhas…
Mas talvez a razão principal seja por as cozinheiras portuguesas na América pensarem que o caldo verde por ter tantas couves não tem nenhum valor nutritivo, não presta para nada! Como estais enganadas, minhas senhoras!

Se vos disser que de todos os cozinhados tipicamente portugueses o caldo verde é o melhor para a nossa saúde?! Que pensais se vos disser, como médico, que o caldo verde evita o cancro?! E se vos
disser que o caldo verde evita os ataques do coração por reduzir no sangue o colesterol, pensais que é fantasia!? E se vos disser mais: que o caldo verde evita as pedras na vesícula e evita as hemorróidas?!

É caso para perguntardes: se isso é verdade, porque é que levou tanto tempo a descobrir que o caldo verde é tão milagroso?!

DOUTOR BURKITT

Na década de setenta o famoso médico inglês Burkitt chefiou um grupo de médicos da Grã Bretanha que foram para a África Central estudar as diferenças entre as doenças que existem na selva e na zona
metropolitana de Londres.

Depois de estudos muito apurados o Dr. Burkitt veio a descobrir que existe no continente africano um tipo de cancro diferente que é causado por um vírus. Esta descoberta foi sensacional porque provou-se, pela primeira vez, que certos tipos de cancro podem ser causados por vírus. Em honra desta descoberta o mundo médico mundial passou a chamar a este tipo de cancro: Linfoma não-Hodgkin de Burkitt.

Revelo esta informação médica a respeito do Dr. Burkitt para os leitores melhor apreciarem o calibre das observações que a equipa do Dr. Burkitt veio a registar no que diz respeito às diferenças que
existem entre a dieta dos nativos africanos e a dieta do povo londrino.

Primeiro os médicos ingleses verificaram que os nativos nunca tinham
prisão de ventre, não contraiam cancro do recto, não tinham ataques do
coração, não sofriam de hemorróidas, nem apendicite aguda!

Surpreendidos com estes factos os médicos britânicos constataram que os nativos africanos defecavam ou obravam, durante 24 horas, um volume, QUATRO VEZES maior do que qualquer cidadão inglês!

Admirados com este achado, os mesmos médicos prosseguindo com as suas pesquisas concluíram que a diferença dramática de saúde entre o povo inglês e os nativos em África se devia ao facto dos africanos comerem NOVENTA POR CENTO de ALIMENTOS RICOS em FIBRAS VEGETAIS, que não chegam a ser absorvidos no intestino e saem nas fezes praticamente intactos, aumentando assim o volume fecal, evitando portanto a prisão de ventre!

Nos últimos anos mais de mil especialistas em todo o mundo têm publicado artigos em jornais e revistas médicas sobre as observações da equipa médica do Dr. Burkitt, CONFIRMANDO que os alimentos melhores para a nossa saúde são aqueles que têm mais fibras vegetais não-reabsorvíveis e que nos obrigam a visitar mais vezes a retrete…. Eu tive oportunidade de ouvir uma conferência sobre este assunto pelo Dr. Burkitt, há vários anos, no Hospital de Roger Williams, em Providence, Rhode Island, na qual o famoso médico usou esta frase bombástica:”É MAIS IMPORTANTE SABERMOS O VOLUME DA MERDA DIÁRIA DUMA PESSOA DO QUE O VALOR DO SEU AÇÚCAR OU DO SEU COLESTEROL!”

BENEFÍCIOS DO CALDO VERDE

Para apreciarmos as maravilhosas qualidades do caldo verde temos que primeiro analisar o nosso aparelho digestivo. Qual é o comprimento do nosso tubo digestivo? Qual é a distância que vai da boca até ao ânus? Resposta: O comprimento do nosso tubo digestivo é quase SETE vezes a altura de cada pessoa! Deste modo se um homem tem de altura um metro e meio, o seu tubo digestivo possui DEZ METROS de comprimento! É igual à mangueira de regar o quintal!…

Agora compreendemos melhor porque é que a Natureza exige que a nossa alimentação contenha 90 por cento de alimentos com fibras vegetais que não sejam reabsorvidas. É preciso que a nossa alimentação contenha substâncias que não desapareçam, que não sejam reabsorvidas, no percurso do tubo digestivo, porque de contrário não chegará nada ao fim do canal que tem em média mais de dez metros de comprimento…

Analisemos agora o conteúdo do caldo verde:

COUVES – As couves são a parte mais importante do caldo verde porque são muito ricas em fibras não-reabsorvíveis. Além disso as couves são muito ricas em vitamina A e complexos B (tiamina, riboflavina e niacina). Possuem também cálcio, ferro, fósforo, potássio, mas têm poucas calorias.

AZEITE — O azeite deve ser português porque é muito rico em ácidos não-saturados que fazem baixar o colesterol mau.

BATATA — serve para amaciar, tornar mais homogéneo o sabor do caldo verde e o seu valor calórico não está fora de ordem.

ÁGUA QUENTE — A água quente do caldo verde é muito importante, porque faz funcionar muito melhor os sucos digestivos e os fermentos ou enzimas do aparelho digestivo. A água quente faz descontrair os esfíncteres ou válvulas do aparelho digestivo, estimula a contracção normal da vesícula biliar e relaxa o estômago e os intestinos delgado e grosso, tornando a nossa digestão agradável e saudável.

SAL– Não deve ser exagerado. Só o preciso!

CHOURIÇO — O chouriço – para ser cortado às rodelas e pôr no caldo verde — deve ser cozido à parte para se deitar fora a água porque esta contem os produtos cancerígenos do chouriço devido ao processo de ter sido defumado.

BROA — A broa deve ser à moda portuguesa feita com o farelo e farinha de milho como se coze na nossa terra.

Quem comer uma malga de caldo verde todos os dias não tem prisão de ventre! Quem não tem prisão de ventre não tem hemorróidas! Por outro lado uma pessoa fazendo as suas necessidades diariamente, o fígado é obrigado a produzir mais bílis e a vesícula a expelir mais sais biliares para untar a tripa por dentro para que os alimentos deslizem melhor. Deste modo saindo mais bílis (rica em colesterol) para o exterior através das fezes, dá-se uma baixa de colesterol no sangue, diminuindo os riscos de ataques cardíacos e de pedras da vesícula (compostas por colesterol)! O caldo verde faz também com que a pessoa emagreça e se torne mais saudável e mais feliz.

CANCRO DO CÓLON

Tem-se verificado uma relação directa entre a prisão de ventre e o cancro do cólon ou do intestino grosso. Porquê? Porque quando há prisão de ventre as fezes ficam paradas no intestino grosso, ou cólon e assim os produtos tóxicos contidos nas FEZES RETIDAS bombardeiam as células da mucosa intestinal de tal maneira que com a REPETIÇÃO deste processo desencadeia-se o princípio do cancro do cólon ou do intestino grosso que é uma doença terrível!

Como contra prova dos estudos que a equipa do Dr. Burkitt observou em África, deram-se aos nativos africanos dietas iguais à que os ingleses e americanos usam com McDonalds, “ice cream” ou sorvetes,
pizzas, lasanhas, batatas fritas, etc. Inverteu-se a dieta: em vez de 90 % de dieta com vegetais os nativos africanos passaram a ter uma dieta de SÓ DEZ por cento de vegetais. Resultados: Os nativos começaram a engordar, o colesterol começou a subir, passaram a ter prisão de ventre e a desenvolver hemorróidas como os ingleses e os americanos!

Parece incrível, mas é verdade! No fim do século XX são os povos primitivos a ensinar ao homem civilizado, ao homem dos produtos sintéticos e das pastilhas qual é a alimentação mais saudável!

Há mais de 40 anos visitei as Termas de Melgaço no Norte de Portugal.
Estas termas são especialmente dedicadas a doentes diabéticos, cardíacos e renais. Observei então que fazia parte do tratamento obrigatório, a todas as refeições diárias, um grande prato de caldo verde. E todo o doente que quisesse comer fora das três refeições só podia comer mais outro prato de caldo

verde! O certo é que todos os doentes melhoravam das suas enfermidades!

Ainda hoje em Coimbra quando os estudantes fazem uma farra ou há uma reunião de curso e se come e se bebe exageradamente… depois duma bela guitarrada, à meia noite, serve-se sempre um caldo verde — bem quente — para “limpar e acalmar as entranhas”… Quando tiver uma festa grande em sua casa faça o mesmo: ofereça aos seus convidados um caldo verde para despedida e para terem boa viajem!…

RECEITA DO CALDO VERDE À MODA DE VALENÇA DO MINHO
Dois litros de água; 4 colheres de sopa de azeite português; 750 gramas de batatas; 1 ou 2 couves

galegas conforme o tamanho; sal; 1 chouriço (cozido à parte); broa.

TÉCNICA: Deita-se a água numa panela com o azeite e as batatas descascadas cortadas em 4 pedaços. Põe-se sal quanto baste e deixa-se ferver. Quando as batatas estiverem cozidas, tiram-se e passam-se por um passador. Voltam à panela para apurar. Entretanto cortam-se as couves em tiras o mais fino possível. Lavam-se e deitam-se na panela QUINZE minutos antes da sopa ser servida, deixando a panela ferver DESTAPADA. Serve-se o caldo verde em tigelas de barro, com uma rodela de chouriço e um bocadinho de broa.

Como já se encontram à venda na Nova Inglaterra as deliciosas sardinhas portuguesas congeladas, pode ser que algum dia algum comerciante se lembre de fazer coisa semelhante e nos mande as
couves galegas já cortadas às tirinhas em caixinhas congeladas, prontas a meter na panela, para saborearmos, mesmo durante o Inverno severo na América, o nosso genuíno caldo verde!

Zumba – A nova febre das academias

Standard

Quer aprender a dançar como a Shakira? 
A repórter Izadora Rodrigues foi a uma academia de São Paulo e mostra, em vídeo, como isso é possível. 
Aproveite e saiba mais sobre essa nova mania :

RITMO

Uma nova febre está a tomar conta do mundo do fitness por todo o lado.
Essa febre chama-se “Zumba” e consiste numa aula que reúne o ritmo da aeróbica com a cadência contagiante de músicas latinas.
Academias em Londres, Nova York, Paris, Rio de Janeiro e São Paulo, só para citar algumas das cidades que se renderam à moda, estão lotadas de adeptos e, outras preparam-se para lançá-la.

Famosas como a actriz Jennifer Lopez e a cantora Shakira já aderiram a ela.
A onda é tão forte que a zumba já é até um jogo de vídeo para plataformas Nintendo Wii, X-Box e PlayStation 3.

O segredo de tanto sucesso?
Difícil de explicar.
Na essência, a aula não é muito diferente de outras invenções que, de tempos em tempos, invadem as academias.
Os primeiros dez minutos lembram a aeróbica e ginástica localizada, embora a música seja diferente. Trabalham-se muito as pernas e a contração abdominal.
Depois, entram passos de danças latinas, como salsa e merengue e é preciso um boa preparação física para aguentar o ritmo.
Numa aula na academia Body Tech, no Rio de Janeiro, as alunas tiveram de fazer uma pausa, após meia hora, para hidratação.

“Parece uma aula light, mas cansa bastante”, diz a analista de sistemas Fabíola Barbosa, 39 anos.

De fato, queimam-se cerca de 400 calorias durante os 60 minutos de duração. É o equivalente a uma aula de jumping, por exemplo (com minitrampolins).

O segundo bloco da aula é diferente em cada país.
No Brasil, é comum a turma malhar ao som de ritmos nacionais.
Esse toque de regionalidade explica, em parte, o sucesso da zumba nos 111 países em que está presente.
É obrigatório que as aulas tenham 70% de ritmos internacionais, mas 30% são de músicas do país onde a aula é ministrada.
“Isso dá-nos a possibilidade de adaptar. Se estourar uma música no Brasil, podemos usa-la”, explica Wesley Almeida, instrutor da aula.
A palavra zumba não tem significado.
O criador da modalidade é o colombiano Alberto “Beto” Perez, 41 anos, que mora nos EUA.
“Zumba dá resultado físico e com alegria”, disse ele à ISTOÉ.

Cientistas transformaram gordura má em gordura boa

Standard

Cientistas dizem ter encontrado uma maneira de transformar gordura corporal num melhor tipo de gordura que queima calorias e promove a perda de peso.
A equipe americana de Johns Hopkins fez a descoberta em ratos, mas acredita que o mesmo poderia ser feito em seres humanos, oferecendo a esperança de uma nova maneira de tratar a obesidade.

Modificando a expressão de uma proteína ligada ao apetite não só reduziu o consumo dos animais de calorias e de peso, mas também transformou a sua composição de gordura.

Gordura “má” branca tornou-se em gordura “boa”.

A gordura marrom é abundante em bebês, que usam como fonte de energia para gerar calor corporal, gastando calorias, ao mesmo tempo.

Mas à medida que envelhecemos a nossa gordura marrom desaparece em grande parte  e é substituída por gordura “má” branca, que normalmente se sente como um pneu sobressalente em torno da cintura.

Especialistas acreditam que estimular o organismo a produzir mais gordura marrom em vez de gordura branca poderia ser uma maneira útil de controlar o peso e prevenir a obesidade e os problemas relacionados com a saúde, como diabetes tipo 2.

Várias pesquisas procuraram uma maneira de fazer isso, e agora certos pesquisadores afirmam que podem ter conseguido. Eles planearam uma experiência para ver se suprimir uma proteína estimulante de apetite, chamada NPY, diminuiria o peso corporal em ratos.

Sem a NPY a trabalhar no cérebro dos ratos, eles diminuiram o apetite e a ingestão alimentar. Mesmo quando eles foram alimentados com uma dieta muito rica em gordura, conseguiram manter mais o peso do que ratos que tinham pleno funcionamento da NPY.

Os cientistas compararam então a composição da gordura dos ratos e encontraram uma mudança interessante: sem a expressão da NPY, um tanto da gordura ruim branca tinha sido substituída pela gordura marrom boa.

Os pesquisadores têm esperanças de que isso possa ser possível nos humanos, também.
Através da injeção de células-tronco de gordura marrom sob a pele, para queimar a gordura branca e estimular a perda de peso, o mesmo efeito pode ser alcançado.

Claro que mais pesquisas são necessárias antes de confirmarem essas suspeitas, mas a nova abordagem pode ser um caminho viável para desenvolver novos tratamentos para a obesidade.

[BBC]

Antibióticos podem dificultar o combate à gripe

Standard

Segundo uma nova pesquisa, tomar antibiótico sem precisar pode tornar a gripe ou outras infecções virais pior.

 

O estudo, realizado com ratos, mostrou que os antibióticos mataram as bactérias amigáveis que vivem nos intestinos, e que combatem infecções no sistema imunológico.
Essas bactérias “comensais” ajudam o organismo a se defender contra vírus, mantendo o sistema imunológico em alerta para invasores virais.

Os pesquisadores trataram ratos durante um mês com quatro antibióticos comumente dados às pessoas com infecções bacterianas.
Em seguida, os roedores foram infectados com a gripe.

O tratamento antibiótico diminuiu a capacidade dos ratos de fabricar uma importante molécula que combate a gripe, chamada interleucina-1 beta, ou IL-1 beta. A IL-1 beta é necessária não só para combater a gripe, mas também outros vírus.

Segundo os pesquisadores, os ratos tratados com antibióticos não tinham, em geral, o sistema imunológico enfraquecido.
Eles ainda eram capazes de combater a herpes, por exemplo, porque o sistema imunitário combate a herpes e alguns outros vírus usando uma “arma molecular” diferente.

Os cientistas já sabiam que as bactérias amigáveis do intestino podiam ajudar a combater outras bactérias causadoras de doenças.
E experiências anteriores sugeriram que os micróbios do intestino poderiam influenciar o quão bem funciona o sistema imunológico.

Entretanto, os pesquisadores pensavam que esse efeito era exclusivo do sistema digestivo.

O novo estudo mostra que essa relação benéfica existe distante da flora intestinal.

Os pulmões são normalmente estéreis, por isso foi surpreendente que matar bactérias tão longe do cólon teve efeito sobre o quão bem os pulmões poderiam combater vírus.

As bactérias intestinais estimulam constantemente o sistema imunológico para produzir IL-1 beta, mantendo a vigilância do sistema imunitário contra a gripe e outros vírus.

Os pesquisadores não têm certeza ainda quais bactérias do intestino são responsáveis pelo mecanismo de defesa contra vírus, mas sabem que a bactéria Sphingomonas, por exemplo, não estimula resposta de combate a vírus.

Algumas bactérias Lactobacillus, por outro lado, são conhecidas como “amigáveis” ao organismo, e podem desempenhar um papel na defesa contra vírus.

Ratos tratados com o antibiótico neomicina, que anula a maioria dos tipos de bactéria Lactobacillus, tiveram dificuldades de combate à gripe.

Se os pesquisadores puderem descobrir exatamente quais bactérias são responsáveis por essa defesa, é possível criar novos probióticos que aumentem as capacidades de combate a vírus.

 [ScienceNews]

Solidão pode causar mais males à saúde que obesidade e tabagismo

Standard
A doença do isolamento

Solidão pode causar mais males à saúde que obesidade e tabagismo

Roberta Jansen

A solidão, aquela sensação ruim de ser incompreendido, de não poder contar com ninguém, de estar sozinho no mundo, pode causar mais males à saúde do que a obesidade e o tabagismo, tradicionalmente ligados a problemas cardíacos e cânceres, entre diversos outros problemas. Mas, enquanto os dois últimos são fatores de risco muito bem estabelecidos do ponto de vista médico e aceitos pela sociedade, o isolamento social raramente é analisado, num contexto mais amplo, como potencial detonador de doenças.

Uma nova linha de pesquisa, no entanto, coordenada pelo psicólogo John T. Cacioppo, diretor do Centro de Neurociência Cognitiva e Social da Universidade de Chicago, sugere que somos muito mais interdependentes do que costumamos acreditar. Para Cacioppo, “a necessidade de vínculo social significativo, e a dor que sentimos sem ele, são características definitivas da nossa espécie”, moldadas por anos de evolução. Ou seja, o isolamento social involuntário é tão contrário à natureza humana que pode ter um impacto devastador sobre a saúde. Não só do ponto de vista psicológico, mas também físico.
- A solidão está relacionada ao mau funcionamento do sistema imunológico, ao aumento da pressão sanguínea, à elevação dos níveis de hormônios do estresse, a um sono ruim, ao alcoolismo, ao uso de drogas e mesmo a alguns tipos de demência em pessoas mais velhas – afirma Cacioppo, em entrevista a GLOBO. – Os indícios são tantos que a solidão já pode ser considerada um fator de risco para a saúde tão sério quanto a obesidade e o tabagismo. O maior problema, segundo o cientista, é que a solidão é muito estigmatizada. Ainda mais que o hábito de fumar e o excesso de gordura.

- A solidão ainda é vista pela maioria das pessoas como uma defasagem pessoal ou uma fraqueza – diz o especialista. – E, como há esse estigma, os afetados tendem a negá-la ou ignorá-la. Os que não sentem solidão, por sua vez, tendem a vê-la como um problema dos outros. E embora não seja necessariamente fácil perder peso ou parar de fumar, há tratamentos fundamentados cientificamente para ambas as condições inteiramente aceitos pela comunidade médica e que já se revelaram eficazes em milhões de casos. Mas a solidão, no entanto, pouca gente sabe como tratar.

Não se trata de uma doença propriamente, esclarece Cacioppo. Mas de uma condição intrínseca do ser humano, como a sede e a fome. ” Os indícios são tantos que a solidão já pode ser considerada um fator de risco para a saúde tão sério quanto a obesidade e o tabagismo

” No livro “Solidão – A natureza humana e a necessidade de vínculo social” (Ed. Record), escrito com o jornalista William Patrick, o cientista argumenta que o homem evoluiu para maximizar suas chances de sobrevivência por meio da colaboração social.

“Como os primeiros humanos tinham mais chance de sobreviver quando se mantinham juntos, a evolução reforçou a preferência por fortes laços, ao selecionar genes que favorecem o prazer da companhia e produzem inquietude quando se está involuntariamente desacompanhado.”

Em outras palavras, a necessidade humana de companhia está marcada em nossos genes. E, por isso mesmo, é tão vital. Não por acaso, ele cita, até hoje o maior castigo imposto no sistema carcerário é o isolamento na solitária. A intensidade da dor do isolamento, entretanto, pode variar de pessoa para pessoa. O importante, segundo Cacioppo, é encontrar um ambiente social adequado ao seu grau de sensibilidade. –

Cerca de 50% da capacidade de sentir solidão é hereditária, mas isso não significa que seja determinada pelos genes. Um percentual similar está relacionado a fatores ambientais. O que parece ser hereditário, no entanto, é a intensidade da dor que cada um sente ao se ver socialmente isolado.

Há pessoas mais sensíveis e outras menos suscetíveis – diz o cientista. – O importante é estar num ambiente que esteja de acordo com a sua predisposição de sentir a dor do isolamento social. Quem é especialmente sensível deve priorizar o desenvolvimento e a manutenção de relacionamentos de alta qualidade em nome de sua saúde e do bem-estar.

Fonte : O Globo

Médico alerta para excesso de diagnósticos e exames preventivos

Standard

Médico alerta para excesso de diagnósticos e exames preventivos

DÉBORA MISMETTI- EDITORA ASSISTENTE DE SAÚDE

Doenças devem ser detectadas o quanto antes, para que haja sucesso no tratamento, certo?
Não, segundo o médico americano H. Gilbert Welch.
O especialista em clínica médica é autor de “Overdiagnosed”, recém-lançado nos Estados Unidos.
No livro, Welch, pesquisador da Universidade Dartmouth, afirma que a epidemia de exames preventivos, ou “screening”, como são chamados nos EUA, coloca a população em perigo mais do que salvar vidas.
Citando pesquisas, ele mostra evidências de que muita gente está recebendo “sobrediagnóstico”: são tratadas por doenças que nunca chegariam a incomodá-las, mas que são detectadas nos testes preventivos.

“O jeito mais rápido de ter câncer? Fazendo exame para detectar câncer, disse ele à Folha*, por telefone.

O médico americano H. Gilbert Welch, autor do livro “Overdiagnosed”

Folha – Como exames preventivos podem fazer mal?
H. Gilbert Welch – A prevenção tem dois lados. Um é a promoção da saúde. É o que sua avó dizia: “Vá brincar lá fora, coma frutas, não fume”. Mas a prevenção entrou no modelo médico, virou procurar coisas erradas em gente saudável, virou detecção precoce de doenças. Isso faz mal. Não estou dizendo que as pessoas nunca devem ir ao médico quando estão bem. Mas a detecção precoce também pode causar danos.
De que maneira isso ocorre?
Quando procuramos muito algo de errado, vamos acabar achando, porque quase todos temos algo errado. Os médicos não sabem quais anormalidades vão ter consequências sérias, então tratam todas. E todo tratamento tem efeitos colaterais.
Há um conjunto de males que podem decorrer de um diagnóstico: ansiedade por ouvir que há algo errado, chateação de ter que ir de novo ao médico, fazer mais exames, lidar com convênio, efeitos colaterais de remédios, complicações cirúrgicas e até a morte.
Para quem está doente, esses problemas não são nada perto dos benefícios do tratamento. Mas é muito difícil para um médico fazer uma pessoa sadia se sentir melhor. No entanto, não é difícil fazê-la se sentir pior.
Os médicos dizem que a detecção precoce é essencial no caso do câncer. Mas você diz que é perigoso. Não se deve tratar qualquer tumor inicial?
Não. Se formos tratar todos os cânceres quando estão começando, vamos tratar todo o mundo. Todos nós, conforme envelhecemos, abrigamos formas iniciais de câncer. Se investigarmos exaustivamente vamos achar câncer de tireoide, mama e próstata em quase todos. A resposta não pode ser tratar todos e nem tratar todo mundo. Ninguém mais ia ter tireoide, mamas ou próstata. Câncer de próstata é o símbolo dessa questão.
Por quê?
Há 20 anos, um teste de sangue foi introduzido para detectar câncer de próstata. Vinte anos depois, 1 milhão de americanos foram tratados por causa de um tumor que nunca chegaria a incomodá-los. Esse teste é o PSA [antígeno prostático específico]. Muitos homens têm números anormais de PSA. Eles fazem biópsias e muitos têm cânceres microscópicos e fazem tratamento, o que não é mero detalhe. Pode ser retirada da próstata ou radioterapia. Isso leva, em um terço dos homens, a problemas sexuais, urinários ou intestinais. Alguns até morrem na operação. Não podemos continuar supondo que buscar a saúde é procurar doenças.
Qual é o impacto desses testes de próstata na população?
Um estudo europeu mostrou que é necessário fazer exames preventivos de PSA em mil homens entre os 50 e 70 anos, por dez anos, para evitar a morte por câncer de uma pessoa. É bom ajudar uma pessoa. Mas precisamos prestar atenção às outras 999. Por causa desses exames, de 30 a 100 homens são tratados sem necessidade.
As pessoas precisam refletir. Cada mulher pode decidir se quer fazer mamografia todo ano. Mas temo que estejamos coagindo, assustando e incutindo culpa nelas, para que façam mamografias.
Mas a detecção precoce não é o fator que mais reduz a mortalidade de câncer de mama?
Na verdade, não. Os esforços mais relevantes no câncer de mama vêm de tratamentos melhores, como quimioterapia e hormônios. Os avanços no tratamento nos últimos 20 anos reduziram a mortalidade em 50%.
O problema é se adiantar aos sintomas. Não há dúvida de que uma mulher que percebe um caroço deva fazer uma mamografia. Isso não é teste preventivo, é exame diagnóstico. Claro que os médicos preferem ver uma mulher com um pequeno nódulo no seio do que esperar até que ela desenvolva uma grande massa. A questão não é entre atendimento cedo ou tarde, mas entre buscar atendimento logo que você fica doente e procurar doenças em quem não tem nada.
Critérios usados em exames como de pressão e diabetes estão mais rígidos. Estão deixando todo mundo “doente”?
Sim. Somos muito tirânicos sobre saúde. O que é saúde? Se formos medicalizar a definição de saúde, seria: “Não conseguimos achar nada errado”. A pressão está abaixo de 12 por 8, o colesterol está abaixo de tal valor, fizemos uma tomografia e não há nada de errado. Se essa virar a definição de saúde, pouquíssimas pessoas serão saudáveis. É certo tachar a maioria como doente? Saúde é muito mais do que a ausência de anormalidades físicas.
Por que essa conduta está se tornando dominante?
Os médicos recebem mais para fazer mais, o que ajuda a alimentar o círculo vicioso da detecção precoce. É um bom jeito de recrutar mais pacientes, de vender mais remédios ou exames. Nos EUA, há os problemas de ordem legal. Os advogados processam os médicos por falta de diagnóstico, mas não há punições para sobrediagnóstico.
E tem quem creia realmente na detecção precoce. Nunca se diz que há perigo nisso. Pacientes diagnosticados com câncer de próstata e mama por detecção precoce têm muito mais risco de serem sobrediagnosticados do que ajudados pelo teste. Quando você ouve histórias de sobreviventes de câncer, na maioria das vezes o paciente acha que sua vida foi salva porque ele fez um exame preventivo.
E isso não é verdade?
Ele tem mais chance de ter sido tratado sem necessidade. Histórias de sobreviventes geram mais entusiasmo por testes e levam mais pessoas a procurar doenças, gerando sobrediagnóstico.
O que fazer para evitar isso?
Um paciente nunca vai saber se recebeu um sobrediagnóstico. Nem o médico sabe. Não é preciso decidir para sempre se você vai ou não fazer exames. Mas todos os dias novos testes são criados. É preciso ter um ceticismo saudável sobre isso.
*
CÂNCER E DIAGNÓSTICO
250 mil mulheres americanas são diagnosticadas com câncer de mama por ano; 40 mil morrem
24% das mulheres têm ao menos um resultado falso-positivo em mamografias, mostra pesquisa feita por 10 anos
186 mil homens são diagnosticados com câncer de próstata ao ano nos EUA; 29 mil morrem
Nenhuma morte por câncer de próstata foi evitada após 10 anos de exames preventivos

Fontes: “New England Journal of Medicine” e National Cancer Institute
*
RAIO-X

NOME E IDADE
H. Gilbert Welch, 55

FORMAÇÃO E ATUAÇÃO
Especialista em clínica médica, pela Universidade de Washington, professor e pesquisador da área de detecção precoce de doenças na Universidade Dartmouth

LIVROS
“Should I Be Tested for Cancer?” (UC Press 2004) e “Overdiagnosed”, com Lisa Schwartz e Steven Woloshin (Beacon, 2011), US$ 14,70, (R$ 24,55), na Amazon

Rio de Janeiro RJ
Brasil
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/891473-medico-alerta-para-excesso-de-diagnosticos-e-exames-preventivos.shtml

Sono Bifásico – Insónia pode não ser um problema

Standard

Uma nova pesquisa contraria anos de conselhos médicos.
A questão é: se você tem “insônia”, talvez esteja fazendo as coisas certo.
De acordo com historiadores e psiquiatras, é o sono comprimido e contínuo de oito horas que não tem precedentes na história humana.
Mais de um terço dos adultos americanos acordam no meio da noite em uma base regular.
Daqueles que experimentam “despertares noturnos”, quase metade são incapazes de voltar a dormir logo em seguida.
Os médicos frequentemente diagnosticam esta condição como um distúrbio do sono chamado “insônia do meio da noite”, e prescrevem medicação para tratá-lo.
Novas evidências sugerem, no entanto, que despertares noturnos não são anormais; são o ritmo natural do corpo. O padrão dominante de sono, desde tempos imemoriais, era bifásico.
Segundo os pesquisadores, os seres humanos dormiam em dois blocos de quatro horas, separados por um período de vigília no meio da noite com duração de uma hora ou mais.
Durante esse tempo, alguns ficavam na cama, orando, pensando em seus sonhos, ou conversando com seus cônjuges.
Outros se levantavam, faziam tarefas ou até mesmo visitavam vizinhos antes de voltar a dormir.
As referências ao “primeiro sono” ou “sono profundo” e “segundo sono “ou “sono da manhã” abundam em depoimentos jurídicos, literatura e outros documentos de arquivo de épocas pré-industriais européias. Gradualmente, porém, durante o século 19, a linguagem mudou e referências ao sono segmentado diminuíram.
Agora as pessoas o chamam de insônia.
E o que mudou e por quê?
Segundo os pesquisadores, é possível culpar a lâmpada de Thomas Edison e a Revolução Industrial.
No passado, especialmente durante o inverno, a escuridão se estendia até 14 horas cada noite.
Exceto para aqueles ricos o suficiente para queimar velas durante horas, as pessoas tinham pouco a fazer a não ser ir para a cama cedo.
Isso deu uma grande flexibilidade às suas necessidades de sono noturno.
Os padrões de sono segmentados ou bifásicos evoluíram para preencher o longo trecho de noite, e, como observado por antropólogos, o sono segmentado continua a ser a norma para muitas pessoas em partes subdesenvolvidas do mundo, como o grupo Tiv na Nigéria central.
Em locais com eletricidade, porém, a iluminação artificial prolongou a experiência do dia, o que permite aos seres humanos serem produtivos por mais tempo.
Ao mesmo tempo, reduz a noite, assim as pessoas agora dormem o suficiente de uma só vez.
O sono “normal” exige a renúncia aos períodos de vigília utilizados para romper a noite.
Mas as pessoas com ritmos circadianos particularmente fortes continuam a acordar no meio da noite.
Na década de 1990, um cientista do sono descobriu que todos dormem bifasicamente quando submetidos a padrões naturais de luz e escuridão.
Ele submeteu os participantes a 14 horas de escuridão por noite, e descobriu que eles gradualmente transferiram sua rotina de sono a duas fases de quatro horas separados por cerca de uma hora de vigília, modelo que combina exatamente com os resultados históricos da nova pesquisa.
Outra conclusão é que dormir bifasicamente é o padrão de sono mais natural e benéfico.
Um dos benefícios do sono bifásico pode ser que ele torna mais fácil a convocação e acesso aos sonhos.
No estudo antigo, por exemplo, as pessoas despertavam normalmente do sono REM, que é o estágio de sono profundo durante o qual os sonhos ocorrem.
De acordo com os pesquisadores, a evidência histórica demonstra isso muito bem.
Acordar diretamente após sonhar abre caminho ao subconsciente.
Os sonhos matinais não, porque a luz está lá e as pessoas saem da cama imediatamente.
Assim, em breve, as pessoas perdem o que no passado era considerado uma parte extremamente importante da vida: o viver nos sonhos.
Essas descobertas estão sendo cada vez mais aceitas por psiquiatras e especialistas do sono.
No entanto, a mudança de paradigma comportamental tem sido lenta.
O senso comum do sono ininterrupto continua prevalecente.
Porém, ninguém nega certos benefícios clínicos do sono bifásico.
Psiquiatras clínicos estão descobrindo que, se os seus pacientes com insônia pararem de ver seu sono como problemático, a sua condição se torna mais tolerável.
Se eles perceberem o sono interrompido como normal, eles experimentam menos sofrimento quando acordam a noite, e voltam a dormir mais facilmente.
Em outras palavras, se você acordar no meio da noite, não se preocupe com isso.
Pode ser o sono normal.
Se as pessoas não lutarem contra isso, vão cair no sono novamente depois de aproximadamente uma hora.

[LiveScience]

Obesidade em ascenção nos animais

Standard

A obesidade tem provado ser um problema crescente na sociedade atual.
Agora, estudos mostram que ela não se limita aos seres humanos.
O problema realmente abrange a sociedade, incluindo os animais.
Uma nova pesquisa constatou o aumento das taxas de obesidade em mamíferos selvagens que variam de ratos a animais domésticos e primatas de laboratório.

Normalmente, os principais culpados pela epidemia de obesidade são as dietas calóricas e a falta de exercício no entanto, os resultados com animais apontam para outras causas ainda não identificadas para tal aumento de casos de obesidade.

Segundo os pesquisadores, não há como explicar as mudanças de peso dos animais pelo fato de que eles comem em restaurantes com mais frequência, ou pelo fato de não praticarem educação física nas escolas. Ou seja, podem haver outros factores, além do óbvio.
A primeira evidência de excesso de peso de animais que os pesquisadores perceberam foi através da observação de dados sobre saguis num centro de pesquisa.
O peso médio dos macacos havia subido ao longo das décadas, e não parecia haver nenhuma explicação plausível para isso.

Os pesquisadores consultaram o centro quanto a possíveis causas: os saguis estavam a vir de um fornecedor diferente? Poderiam ter sido criados para ficarem maiores? As respostas foram “não” e “não”.

Porém, as dietas dos macacos haviam sido alteradas ao longo dos anos, o que foi bem documentado pelo laboratório.
Os pesquisadores controlaram os resultados para incluir a mudança de dieta.
A descoberta foi que, com a mudança de dieta, os animais deveriam ter perdido peso, ao invés de ganhar.
Intrigados com os resultados, os pesquisadores decidiram estudar mais a fundo.
Eles reuniram dados de mais de 20 mil animais, que vivem em 12 populações distintas.
Eram oito espécies no total: macacos de laboratório, chimpanzés, macacos, saguis, camundongos, cães domésticos, gatos domésticos e ratos domésticos e selvagens de áreas rurais e urbanas.
Todas as populações tiveram registros de peso que se estendem até a segunda metade do século 20. Apenas os grupos de controle de animais de laboratório foram incluídos para afastar os efeitos de tratamentos ou experiências sobre a obesidade.
Os pesos foram medidos em várias épocas da vida dos animais.
Os pesquisadores dividiram as 12 populações em conjuntos masculinos e femininos, em um total de 24 grupos.
Eles  analisaram então cada população para descobrir a percentagem de mudança no tamanho do corpo de cada uma ao longo do tempo.
Segundo eles, em 24 dos 24 casos, o peso corporal aumentou.
Isso sugere que há algo a acontecer.

Em uma segunda análise, os pesquisadores designaram os 15% mais pesados dos primeiros dados de peso dos animais como “obesos”.
Enquanto a obesidade humana começa com um índice de massa corporal (IMC) de 30, não há uma definição universal da obesidade para os animais.
Eles  usaram então essas medidas para ver quantos animais de cada população entraram na categoria de obesos, conforme o tempo passou.
Desta vez, o percentual de animais obesos aumentou em 23 dos 24 casos.

O tamanho da mudança variou com a espécie, mas em muitos casos foi bastante significativa.
Por exemplo, o peso corporal do macaco aumentou 7,7% por década nos machos e 7,9% por década nas fêmeas.
Os camundongos machos aumentaram o peso em 10,5% por década e as fêmeas 11,8% por década.
As gatas engordaram 13,6% por década, e os gatos 5,7%.
Os cães experimentaram um aumento de 2 a 3% em peso por década.
Até os ratos selvagens engordaram: os machos 5,7% por década, e as fêmeas 7,22%.
Ratos rurais mostraram resultados semelhantes.

Embora não seja surpreendente que animais domésticos estejam a engordar em conjunto com os seus donos, ou mesmo que ratos estejam a engordar por comerem o lixo humano rico em calorias, o aumento no peso corporal de animais de laboratório, por exemplo, é inesperado.

Segundo os pesquisadores, isso só ressalta o quão pouco os seres humanos sabem sobre o que está a acontecer em termos de aumento de peso corporal da população.
Talvez o problema não seja tão simples quanto a ingestão energética e o gasto energético, que tem sido a mensagem predominante nos últimos 10 anos.

Há diversas teorias das causas dessa epidemia de obesidade, além do fast food e da preguiça.
Patogenias poderiam ser as culpadas.
Por exemplo, um vírus chamado adenovírus 36 tem sido associado com a obesidade em seres humanos e animais.
Compostos desreguladores de hormonas, ou disruptores endócrinos, também provocam obesidade em ratos expostos a eles no útero.
Outro fator pode ser os ambientes cada vez mais artificiais.
A poluição luminosa e as perturbações no sono têm sido associadas à obesidade.
É até possível que o ar condicionado e os aquecedores sejam culpados.

Os pesquisadores alertam, no entanto, que estes fatores são apenas especulações.
Vários estudos estão a pesquisar o que pode ser a chave para compreender a epidemia da obesidade. Segundo eles, se o número de calorias consumidas é a mesma ao longo do tempo, mas há um ganho de peso, então, obviamente, a maneira como essas calorias estão a ser gerenciadas mudou, ou alguma outra coisa mudou.
Descobrir o que mudou é fundamental se os seres humanos quiserem inverter essa tendência.

Fonte: Live Science