Monthly Archives: Janeiro 2011

Como funciona o cartão de crédito

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Como funciona o cartão de crédito

Entenda quais são as tecnologias empregadas nos pagamentos realizados com cartões de crédito

 


 

Você consegue imaginar sua vida sem cartões de crédito? Até 1950 todos precisavam fazer isso, pois as únicas formas de realizar transações bancárias e pagamentos eram por meio de dinheiro ou talões de cheque (que hoje são muito pouco utilizados). Não existia a comodidade dos pagamentos com um pequeno pedaço de plástico.
Em 1920 já existiam alguns “cartões” de crédito, que eram, na verdade, acordos realizados entre comerciantes e alguns poucos clientes que podiam fazer compras e as pagar apenas no final do mês. Esta prática ainda existe e é bastante utilizada em estabelecimentos de menor movimento, como lojas e restaurantes de bairro.
Já na década de 50 começaram a surgir os primeiros cartões propriamente ditos. Logicamente eles não contavam com toda a tecnologia que apresentam hoje: os comerciantes tiravam cópias dos cartões, clientes assinavam estas cópias e, assim, autorizavam os bancos a realizarem os pagamentos para os comerciantes.


Os cartões eletrônicos

Atualmente, os cartões de crédito possuem avançadas tecnologias que garantem a segurança e a comodidade dos portadores. As transações eletrônicas também dão mais segurança para quem aceita pagamentos com os cartões, pois caso o banco não aprove a compra, a negação da transação sai na hora. Logo, o comerciante não perde dinheiro.
Mas nem todo mundo entende como são realizados os processos de transação bancária por cartões de crédito. E é por essa razão que o Baixaki preparou este artigo. Mas antes de explicar o funcionamento das transações entre consumidores e comerciantes, vamos entender um pouco mais do funcionamento dos cartões.

O que são as numerações?

Pegue seu cartão. Já reparou que os números dele não fazem nenhum sentido com relação aos números da sua conta e agência? É porque todos aqueles algarismos seriados na verdade não representam seu cadastro na sua agência, mas o seu código e o do seu banco em relação aos registros mundiais das empresas de crédito.


Por exemplo: caso seu cartão de crédito comece com o número “4984”, você possui um cartão Visa por meio de uma conta vinculada ao Banco do Brasil. Os dois próximos algarismos também fazem parte da identificação bancária, mas eles podem variar de acordo com a necessidade da verificação.
O que é essa verificação? Há uma série de cálculos que são realizados para que a criação dos cartões não fuja de um padrão. Multiplicando todos os algarismos de locais ímpares por dois, separando os resultados que passem de 10 (16, por exemplo, torna-se 1 e 6) e somando os algarismos de locais pares. O resultado final precisa ser múltiplo de 10.
Logo após estes seis primeiros numerais, há mais 7 algarismos que representam o cadastro do portador nos registros da bandeira. Por último (em cartões com 16 algarismos) vem o digito de verificação, que é muitas vezes pedido em compras virtuais ou cadastros para serviços que exijam a inserção de cartões.


Um detalhe que é interessante ser observado é a representação do primeiro número dos cartões. Ele representa o tipo de instituição que realiza a mediação entre consumidor e empresa de crédito:

  • 1: alguns setores da indústria;
  • 2: empresas aéreas;
  • 3: empresas áreas e indústria relacionada;
  • 4, 5 e 6: instituições bancárias;
  • 7: empresas de petróleo;
  • 8: telecomunicações;
  • 9: empresas nacionais.

Faixas magnéticas: quase aposentadas

Por baixo da parte visível, há três linhas magnéticas que são responsáveis pela codificação dos dados bancários dos correntistas, por exemplo. Estas linhas dividas em muitas pequenas barras que são magnetizadas para sul ou norte, fazendo com que cada conjunto represente uma numeração diferente.
Grande parte dos terminais eletrônicos, instalados em estabelecimentos comerciais, ainda possui suporte para a leitura das faixas magnéticas (aquelas que ficam na parte traseira dos cartões). Mas com o passar do tempo, estas faixas vão perdendo a importância, pois grande parte dos bancos as está trocando por chips.

Chip: mais segurança para você

Alguns cartões possuem também chips em um dos lados do plástico e nele ficam armazenados vários dados criptografados pela fabricante. Sempre que for utilizado para realizar alguma compra, os dados são cruzados com as informações enviadas pelas instituições bancárias para que haja mais segurança na transação, ou seja, menos chances de clonagens.


Fonte da imagem: MasterCard

Há várias vantagens dos chips sobre as faixas. A principal delas está na necessidade de senha para ativação. Cartões de crédito mais antigos só precisavam da parte física e de uma assinatura para serem aceitos. Hoje, a assinatura é dispensada, mas em troca surgiu a exigência do código de ativação para cruzamento de dados e posterior autorização.

Depois da senha: a transação

Assim que o botão verde dos terminais eletrônicos é apertado, uma série de ações são realizadas para que o banco autorize a sua compra. Primeiro, o terminal envia dados criptografados com a senha de acesso do cartão utilizado até a central da empresa que forneceu o crédito utilizado (Visa ou MasterCard, por exemplo).


Fonte da imagem: MasterCard

Caso seja aprovada a compra, a informação é redirecionada para o terminal do estabelecimento e o portador pode ir para casa com sua nova televisão, outra vez um exemplo. Assim termina a função do consumidor, que só volta à cena na hora de pagar sua fatura do cartão de crédito.
Mas a movimentação financeira ainda não terminou, pois o vendedor não pode ficar apenas com um comprovante de compra, ele precisa de dinheiro para manter seu comércio. Por isso existem os passos que não são acompanhados pelo comprador, mas que são a parte mais importante de todo este processo.
A empresa de crédito repassa o valor da compra para a conta do vendedor (com os descontos do serviço já efetuados). Caso o consumidor não pague sua fatura, o fornecedor do crédito fica no prejuízo. Por isso são cobrados juros sobre cada dívida não paga pelos assinantes do cartão.


Esses juros, somados às pequenas porcentagens sobre cada transação realizada, são responsáveis pelos lucros que MasterCard, Visa, American Express e outras empresas deste ramo possuem.

Como funciona a transmissão dos dados?

Você já deve ter notado que as transações em terminais eletrônicos demandam a utilização de máquinas especialmente criadas para estas funções. Não é possível utilizar computadores para isso (apesar de iPods e iPhones serem compatíveis com aplicativos para transações bancárias com cartões), pois os mesmos não possuem estrutura para a criptografia dos cartões.
Pela linha telefônica, os dados são enviados até a central financeira e, se aprovada a transação, novos dados são enviados como resposta até o terminal. Em suma, o processo é bastante similar à utilização da internet, mas em vez de os dados passarem por servidores, a ligação é mais direta: loja e empresa de cartões.

E os cartões de débito?

O funcionamento dos cartões de débito é basicamente igual, mas contam com um passo a mais. Em vez de pararem na empresa que fornece o crédito para os portadores do cartão, esta empresa repassa as informações para os bancos, que informam a existência ou não de saldo ou limite suficiente na conta do correntista.


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Se houver, a transação é completada e o dinheiro é enviado da conta do comprador para a conta do vendedor. Não havendo, a transação é reprovada e o consumidor não pode terminar a compra que estiver fazendo.

Os benefícios dos cartões

Inegável que o mundo está passando por uma crise de segurança pública. É difícil encontrar quem nunca tenha sofrido, ao menos, uma ameaça de assalto durante a vida. Por isso, abandonar o dinheiro em espécie é uma atitude que muito têm tomado nos últimos anos. Em vez de carregar várias notas para todos os lugares, a utilização de apenas um cartão é suficiente.
Outra vantagem é o fim da necessidade de possuir dinheiro no momento da compra. Muitas empresas aceitam o parcelamento de produtos nos cartões de crédito, o que permite ao comprador uma maior flexibilidade na hora de pagar suas contas. Esse tipo de transação geralmente é associado a juros, mas para alguns casos eles são bastante compensadores.


Quem viaja bastante para países que utilizam moedas diferentes das que são utilizadas na nação de origem, pode contar com os cartões internacionais para acabar com a necessidade de câmbio monetário. Em vez de o turista levar reais para trocar por dólares, por exemplo, só é necessário passar o cartão e as conversões são feitas automaticamente.
Por fim, existe a vantagem que os usuários do Baixaki mais apreciam: compras pela internet. Com cartões de crédito é muito mais fácil realizar transações com lojas virtuais, pois todo o incômodo de ir até o estabelecimento comercial para comprar os produtos ou pagar os boletos é eliminado.

Cuidados são necessários

Mas “nem tudo são flores” no mundo do crédito. Compras por impulso são o maior problema para qualquer portador. Quem é que nunca comprou alguns produtos sem ter a certeza de que poderia pagar as contas quando a fatura chegasse? O acúmulo de contas desse jeito pode gerar dores de cabeça enormes devido aos juros cobrados.


Apesar de facilitar as compras pela internet, sempre existe o medo de que os cartões utilizados sejam clonados. Por isso, é de suma importância que todos os passos de segurança sejam seguidos da maneira mais racional possível. Recomenda-se a utilização de serviços como o PayPal quando transações forem realizadas com contrapartes desconhecidas.

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Tipos de Impressora e tipos de impressão

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Tipos de Impressora e tipos de impressão

Quase todo mundo hoje tem uma impressora em casa, mas muitos não têm nem ideia de como o processo de impressão é feito. Alguns nem sabem direito que tipo de impressora é.


 

Tipos de Impressora


* Jato de tinta –>  essas impressoras possuem cabeças de impressão, onde estão os reservatórios de tinta com minúsculos orifícios.

Cada orifício tem uma resistência elétrica, que pode ser aquecida instantaneamente. O calor faz com que uma pequena gota de tinta seja despejada sobre o papel. Para impressão em cores, são combinadas gotículas das cores básicas, que formam todas as outras cores.


* Laser –> esta impressora utiliza um mecanismo de alta precisão, baseado em raios laser, para transferir uma espécie de pó preto, conhecido como toner, a pontos específicos da superfície do papel. O laser cria cargas elétricas sobre determinados pontos de um cilindro. Essas cargas atraem o toner, fazendo com que suas partículas se fixem nos pontos do cilindro. A impressão se dá quando o cilindro carregado do toner entra em contato com o papel. Sua fixação é resultado da ação do calor.


* Matricial –> nesta impressora, as letras e as imagens são formadas por pequenas agulhas, acionadas por um dispositivo eletromagnético chamado cabeça de impressão. Obedecendo as instruções recebidas do computador, as agulhas são acionadas no momento e na posição certos. Quando uma agulha é acionada, ela pressiona uma fita impregnada de tinta contra o papel, transferindo a tinta para aquele ponto. O microprocessador da impressora controla também o movimento da cabeça e do rolo de impressão.O movimento coordenado desses elementos forma os desenhos  e o texto desejados. Existem impressoras matriciais que imprimem em cores, mas são exceção, pois não tem a mesma qualidade de tecnologia mais modernas.


* Transferência térmica –> a tinta encontra-se em forma de cera ou plástico sobre um filme com as cores básicas. À medida que o papel passa pelas várias cores básicas, pontos específicos do filme são aquecidos ,liberando a tinta para impressão. As impressoras que utilizam transferência térmica não se popularizaram, talvez a maioria de vocês que estão lendo esse artigo nesse momento ainda não tinham ouvido falar desse tipo de impressora.

Mas isso por que “elas” têm aplicações muito especificas em áreas de impressão profissional, como a criação de rótulos para códigos de barras.

 

Cultive flores em casa

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 Por Lia Simpatia


Eu adoro flores, pessoal! Elas dão vida ao ambiente, trazem alegria, proporcionam informalidade e tornam tudo mais aconchegante. Aposte nas flores e plantas como elemento decorativo para dar pequenos apontamentos de cor à sua casa.

Nesta postagem vocês poderão obter informações a respeito dos arranjos mais bonitos, as flores mais apropriadas, árvores em miniatura, jarras e outras soluções. Ah! Sem esquecer de que, para manter toda esta beleza necessitamos dos cuidados adequados. Isso também está disponível aqui.

 

Flores Apropriadas

Que flor colocar em determinado local? Ela é indicada para qual situação? Aqui vão algumas sugestões!

Sobre a Mesa – Um vaso com orquídeas plantas é uma boa solução para centro de mesa. Se forem bem tratadas, durarão bastante tempo.

Junto ao Jardim – Se você tem uma janela muito grande com vista para o jardim, coloque vasos junto ao vidro prolongando assim a área verdejante para dentro de casa.

Sobre a Cômoda – Escolha flores em tons e odores suaves. Antes de ir dormir, retire-as do quarto e deixe em um espaço ao ar livre.

À Janela – Se você só avista prédios e telhados da sua janela, dê o jeito no problema dispondo pequenos vasos no parapeito. Evite quedas acidentais dos vasos colocando uma barra protetora no parapeito.

Num Recanto – Em divisões com pouco espaço, você pode recorrer aos espaços livres e lá colocar flores vistosas que não requerem cuidados excessivos, como os antúrios. Para um efeito original pode por uma flor em cada espaço.


BOAS IDEIAS

Escolha os recipientes para as plantas de acordo com o seu estilo, colocando, por exemplo, uma orquídea numa jarra com um design oriental. Já a planta rústica fica bem num vaso com um design de igual valor.

A flor não é a única responsável pela beleza, seu recipiente forma um conjunto que contribui para a estética do ambiente. Avalie opções de vasos e combinações com os tipos de flores que você tem a disposição.

OUTRAS SOLUÇÕES

Tenha jarras de vários tamanhos e formas sempre à mão, porque nunca são demais. É sempre um incentivo para trazer flores e enfeitar a sua casa.

Copos altos ou fruteiras para colocar as plantas e flores e assim fazer um arranjo oriental são boas opções.

Plante uma árvore dentro de casa. Escolha uma espécie de interior. Se estiver um bonsai, cuide-o bem. Os orientais dizem que dá 7 anos de azar se o deixar morrer.

COMO TER FLORES BONITAS

Luminosidade, ventilação, temperatura ambiente, adubação e rega são as cinco regras de ouro para quem pretende obter flores bonitas. A luminosidade pode ser natural ou artificial. Estando em ambientes fechados, logo sob condições diferentes das naturais, as flores podem precisar de receber doses extras de nutrientes através do uso de fertilizantes tipo foliar todo o mês e a cada 3 meses a aplicação de adubo líquido diretamente na terra.

Água na dose certa

Como saber qual é a quantidade de água de que cada espécie precisa? Um caminho é observar o desenvolvimento das plantas para descobrir suas necessidades. Grande parte das plantas morre por excesso de água e não por falta dela. É preferível regar freqüentemente e sem exageros. Terra encharcada propicia o aparecimento de fungos e pragas e provoca o apodrecimento das raízes


Luz garante o verde

Sem luminosidade, as plantas não realizam a fotossíntese, uma de suas funções essenciais. O pigmento verde clorofila, sob a ação da luz, retém gás carbônico, libera oxigênio e vapor d’água, que refresca os ambientes. Atenção: a claridade das janelas chega lateralmente às plantas, que tendem a crescer em direção à luz. O Resultado: um lado fica mais farto e viçoso que o outro. Para evitar o problema, gire o vaso/recipiente com regularidade.

Cuidados ao podar

A remoção de partes da planta só deve ser efetuada com um objetivo: dar saúde e vigor à espécie. Isso quer dizer retirar galhos secos, doentes e mal-formados, que danifiquem o equilíbrio do formato original da planta. A operação é conhecida como poda de limpeza. Excetuando esses casos, não se deveria podar, pois cada corte desnecessário faz a planta sofrer um estresse. Espécies que dão flores merecem uma atenção a mais: sempre remova as flores secas e murchas. “Flores mortas podem apodrecer e levar ao aparecimento de fungos.

Fonte : http://www.dicasparaminhacasa.com.br/2011/01/cultive-flores-em-casa/

 

A importância das algas marinhas na geração do oxigénio

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Por Algo Sobre 
conteudo@algosobre.com.br

 

 

 O termo Alga engloba diversos grupos de vegetais fotossintetizantes, pertencentes a reinos distintos, mas tendo em comum o fato de serem desprovidos de raízes, caules, folhas, flores e frutos. São plantas avasculares, ou seja, não possuem mecanismos específicos de transporte e circulação de fluidos, água, sais minerais, e outros nutrientes, como ocorre com as plantas mais evoluídas. Não possuem seiva. São portanto, organismos com estrutura e organização simples e primitiva. As algas podem ser divididas didaticamente em dois grandes grupos: microalgas e macroalgas.

As microalgas são vegetais unicelulares, algumas delas com algumas características das bactérias, como é o caso das cianofíceas ou algas azuis, as quais têm núcleos celulares indiferenciados e sem membranas (carioteca). A maioria delas tem flagelos móveis, os quais favorecem o deslocamento.

Existem vários grupos taxonômicos de microalgas marinhas, no entanto, as principais são as diatomaceas e os dinoflagelados. Estes são os principais componentes do fitoplâncton marinho, ou plâncton vegetal. Estas microalgas se desenvolvem na água do mar apenas na região onde há a penetração de luz (zona fótica), ou seja, basicamente até os 200 metros de profundidade. São responsáveis pela bioluminescência observada ao se caminhar na areia das praias durante a noite. As marés vermelhas, na verdade são explosões populacionais de certos tipos de algas (dinoflagelados), as quais mudam a coloração da água. Estas algas liberam toxinas perigosas inclusive para o ser humano.

As algas marinhas são o verdadeiro pulmão do mundo, uma vez que produzem mais oxigênio pela fotossíntese do que precisam na respiração, e o excesso é liberado para o ambiente. A Amazônia libera muito menos oxigênio para a atmosfera em termos mundiais, pois a maior parte do gás produzido é consumido na própria floresta.

As microalgas pertencentes ao fitoplâncton marinho são basicamente as algas azuis, algas verdes, euglenofíceas, pirrofíceas, crisofíceas, dinoflagelados e diatomaceas. A classificação destes grupos é bastante problemática devido ao fato de apresentarem características tanto de animais como de vegetais.

As macroalgas marinhas são mais populares por serem maiores e visíveis a olho nu. As várias centenas de espécies existentes nos mares, ocorrem principalmente fixas às rochas, podendo no entanto crescer na areia, cascos de tartarugas, recifes de coral, raízes de mangue, cascos de barcos, pilares de portos, mas sempre em ambientes com a presença de luz e nutrientes. São muito abundantes na zona entre-marés, onde formam densas faixas nos costões rochosos. Estas algas são representadas pelas algas verdes, pardas e vermelhas, podendo apresentar formas muito variadas (foliáceas, arborescentes, filamentosas, ramificadas, etc). As laminarias (Kelp beds) são algas verdes gigantes que podem, chegar a várias dezenas de metros de comprimento). Todas estas macroalgas mantém uma fauna bastante diversificada, a qual vive protegida entre seus filamentos. Esta fauna habitante das algas é chamada de Fital.

As algas marinhas têm uma função primordial no ciclo da vida do ambiente marinho. São chamados organismos produtores, pois produzem tecidos vivos a partir da fotossíntese. Fazem parte do primeiro nível da cadeia alimentar e por isso sustentam todos os animais herbívoros. Estes sustentam os carnívoros e assim por diante. Portanto, as características mais importantes das algas são: consumem gás carbônico para fazer fotossíntese, produzem oxigênio para a respiração de toda a fauna, são utilizadas como alimento pelos animais herbívoros (peixes, caranguejos, moluscos, etc), filtradores (ascídias, esponjas, moluscos, crustáceos), e animais do plâncton (zooplâncton). São um grupo muito diverso, contribuindo significativamente para elevar a biodiversidade marinha.

A neurociência da Música

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A neurociência da Música 

Por que a música nos faz sentir?

Por um lado, a música é uma forma de arte puramente abstrata, desprovida de idéias ou de linguagem explícita.
As histórias que ela conta são sutileza e subtexto. E, no entanto, apesar da música dizer muito pouco, ela ainda consegue tocar-nos profundamente, para agradar nosso sistema nervoso.
Ao ouvir as nossas músicas favoritas, o nosso corpo nos trai mostrando todos os sintomas da excitação emocional.
As pupilas em nossos olhos se dilatam, há um aumento do nosso pulso e da pressão arterial, a condutância elétrica da nossa pele é reduzida, e o cerebelo, região do cérebro associada com o movimento corporal, torna-se estranhamente ativo.
O sangue é ainda re-direcionado para os músculos de nossos pés. (Alguns especulam que seja por isso que começamos a bater nossos pés.)
Em outras palavras, o som desperta-nos em nossas raízes biológicas.
Como escreveu Schopenhauer, “é como se nós estivéssemos sendo torturados com cordas.”
Agora podemos começar a entender de onde vem esses sentimentos, porque uma massa de ar vibrando zunindo pelo espaço pode provocar tais estados de excitação intensa.
Uma nova descoberta, mostrada na revista Nature Neuroscience, feita por uma equipe de pesquisadores de Montreal, marca um passo importante na revelação das bases precisas do “potente estímulo ao prazer”, que é a música.
Embora o estudo envolva muita tecnologia de ponta, incluindo fMRI (ressonância magnética) e tomografia por scaneamento na emissão baseada na ligacão de pósitrons (PET), a experiência em si foi bastante simples.
Após uma triagem em 217 indivíduos que responderam a anúncios solicitando pessoas que experimentam” arrepios com a música instrumental,” os cientistas diminuiram esse grupo a dez. (Estes poucos sortudos foram aqueles que mais verdadeiramente sentiram arrepios).
Os cientistas então solicitaram que os indivíduos trouxessem uma lista de suas músicas favoritas – Praticamente todos os gêneros foram representados, do techno ao tango – E tocaram a eles essas músicas, enquanto sua atividade cerebral era monitorada .
Porque os cientistas combinaram metodologias (PET e fMRI), eles foram capazes de obter um impressionante e preciso retrato da música no cérebro.
A primeira coisa que eles descobriram (usando PET) é que a música provoca a liberação de dopamina em ambos estriados tanto o dorsal quanto o ventral. Isto não é particularmente surpreendente: essas regiões têm sido associadas com a resposta a estímulos de prazer.
Não importa se estamos tendo sexo ou cheirando cocaína ou ouvindo Kanye: Essas coisas que nos enchem de felicidade, acontecem porque elas agradam essas células.
A felicidade começa aqui.
O achado mais interessante surgiu do estudo atento do tempo desta resposta, quando os cientistas viram o que estava acontecendo nos últimos segundos antes da pessoa ter arrepios.
Eu não entrarei em detalhes neurais pormenorizados – Vamos dizer que você deve agradecer muito à sua NAcc na próxima vez que ouvir a sua música favorita -, Prefiro focar em uma distinção interessante observada no experimento:

Em essência, os cientistas descobriram que os nossos momentos favoritos na música foram precedidos por um aumento prolongado da atividade no núcleo caudado.
Eles a chamam de “fase de antecipação” e argumentam que o objetivo desta atividade é para nos ajudar a prever a chegada da nossa parte favorita: 

Imediatamente antes do clímax das respostas emocionais houve a evidência do relativo aumento da atividade da dopamina no núcleo caudado. Esta sub-região do estriado está interligada com o motor e o  sensorial e com regiões associativas do cérebro e tem sido tipicamente implicadas na aprendizagem de associações de estímulo-resposta e na mediação das qualidades do reforço de estímulos gratificantes, como alimentos.
Em outras palavras, as frequëncias abstratas se transformam em um condicionamento primitivo, o equivalente cultural de um sino, que ao tocar nos indicando a hora do almoço, nos faz babar.
Aqui está o resumo:
A fase de antecipação, compensada por pistas temporais sinalizando que uma seqüência potencialmente prazerosa auditiva está chegando, pode provocar expectativas dos estados emocionais de euforia e criar um sentimento de querer e da previsão de recompensa.

Esta recompensa é totalmente abstrata e pode envolver fatores como a diminuição da ansiedade e uma sensação de realização.
Na verdade, compositores e intérpretes frequentemente se aproveitam de tais fenômenos, e manipulam a excitação emocional mudando as expectativas de determinadas maneiras ou atrasando o resultado previsto (por exemplo, através da inserção de notas inesperadas ou diminuindo o ritmo), antes da resolução, para aumentar a motivação para a conclusão.
O pico da resposta emocional evocada por ouvir a sequência desejada representaria a fase de consumação ou gosto, o que representa expectativas atendidas e previsão de recompensa garantida. Propomos que cada uma destas fases pode envolver a liberação de dopamina, mas em diferentes subcircuitos do estriado, que têm diferentes conectividades e papéis funcionais.
A questão, é claro, é o que todos esses neurônios dopaminérgicos estão fazendo. A que aspectos da música eles estão respondendo? E por que são tão ativas quinze segundos antes do clímax musical?
Afinal, nós normalmente associamos picos de dopamina com o prazer, com o processamento de recompensas reais.
E, no entanto, este grupo de células no núcleo caudado é mais ativo quando os arrepios (calafrios) ainda vão chegar, quando o padrão melódico ainda está por vir.
Uma maneira de responder a estas perguntas é diminuir o zoom, olhar para a música e não o neurônio.
Enquanto a música muitas vezes pode parecer (pelo menos para quem está de fora), como um labirinto de intrincados padrões – é a arte em sua forma mais matemática.
Verifica-se que a parte mais importante de cada música ou sinfonia é quando os padrões de rompimento, quando o som se torna imprevisível.
Se a música é muito óbvia, é irritantemente chata, como o som de um despertador. (Numerosos estudos, afinal, demonstraram que os neurônios de dopamina se adaptaram rapidamente às recompensas previsíveis. Se soubermos o que vai acontecer, então nós não ficamos animados.) É por isso que os compositores introduziram a tônica no início da música e, em seguida, a evitam cuidadosamente até o fim. Quanto mais se nega o padrão que esperamos, maior a liberação emocional quando esse padrão retorna, sãos e salvos. É quando ficamos com os arrepios.
Para demonstrar este princípio psicológico, o musicólogo Leonard Meyer, em seu clássico livro Emotion and Meaning in Music (1956), analisando o movimento da 5ª de Beethoven Quarteto de Cordas em C-sustenido menor, op. 131.
Meyer queria mostrar como a música é definida por seu “flerte com – mas não submissão à” – com as nossas expectativas da ordem dos padrões musicais.
Para provar seu ponto, Meyer dissecou cinquenta compassos das obras-primas de Beethoven, mostrando como Beethoven começa com a afirmação clara de um padrão rítmico e harmônico e, em seguida, numa dança intrincada tonal, evitando cuidadosamente em repetí-la. O que Beethoven faz é sugerir variações do padrão. Ele deixava apenas uma sombra evasiva.
Se Mi Maior é a tônica, Beethoven vai jogar versões incompletas do acorde de Mi maior, sempre com cuidado de evitar a sua expressão direta.
Ele quer preservar um elemento de incerteza em sua música, fazendo nosso cérebro implorar pelo acorde que ele se recusa em nos dar. Beethoven reserva esse acorde para o final.
Segundo Meyer, é a tensão do suspense da música (decorrentes das nossas expectativas não cumpridas), que é a fonte do sentimento da música. Enquanto as teorias anteriores da música focada na maneira como um ruído pode se referir ao mundo real de imagens e experiências (o seu significado “conotativo”), Meyer argumenta que as emoções que encontramos na música vem do desenrolar dos acontecimentos da música em si. Este “significado novo” surge a partir dos padrões da sinfonia invocados e, em seguida, ignorados, a partir da ambigüidade que ele cria dentro da sua própria forma. “Para a mente humana”, escreveu Meyer, “tais estados de dúvida e confusão são abomináveis. Quando confrontado com eles, a mente tenta resolvê-los com clareza e certeza. “E assim esperamos, ansiosamente, para a resolução do Mi Maior padrão, de Beethoven, ser concluída.
Esta nervosa antecipação, diz Meyer, “é toda a razão para o seu objetivo principal que é precisamente atrasar a cadência na tônica.” A incerteza faz o sentimento – é o que desencadeia a onda de dopamina no caudado , enquanto nos esforçamos para descobrir o que vai acontecer a seguir.
E assim nossos neurônios vasculham a seqüencia musical, tentando dar sentido a essa enxurrada de freqüencias.
Podemos prever algumas das notas, mas não podemos prever todas elas, e é isso que nos mantém ouvindo, aguardando ansiosamente a nossa recompensa, para o padrão mutante até sua conclusão.
A música é uma forma cujo significado depende da quebra de suas regras. 

Pesquisa e Tradução por Jaime Castilho Pinheiro Filho
Médico Pediatra.
Musico compositor e arranjador.