Receitas de um Dono de Casa – Pizza Caseira anticrise e Espetadas de Palitos

Padrão

Hoje estava num daqueles dias de preguicite aguda ( segunda-feira…. ) e não me apetecia ir perder muito tempo na cozinha.

Na tentativa de achar algo muito fácil de fazer, vim dar uma espreitadinha na net e, não sei de onde é que me caiu esta ideia mas dei comigo a pensar que se achasse um site com propostas masculinas de comidas rápidas talvez encontrasse o que procurava porque alguns homens têem um sentido muito prático de fazer as coisas com a aplicação de um esforço mínimo.

Bemmm… depois de algumas “folheadelas” entre sites no género, deparei-me com estas duas receitas que realmente são muito práticas, embora exijam um pouco mais do que o esforço mínimo que procurava mas, o texto do autor valeu a pena e fiquei um pouco mais motivada para ir desarrumar a cozinha.

Mais não digo, leiam as receitas e apreciem o sentido prático e esclarecedor do autor 🙂

Pizza caseira anti-crise

 
Ingredientes

Bases de pizza
Polpa de tomate com azeitonas
Queijo mozzarela ralado
Orégãos

Opções:

– Chouriço picante
– Chourição em fatias
– Azeitonas pretas e/ou verdes em rodelas
– Cogumelos em lata laminados
– Cebola

Não tenho nada contra as pizzas ao domicílio, excepto o preço e sobretudo a complicação que é hoje em dia encomendar uma.
Quando aquilo apareceu, vinha um folheto simples, telefonava-se, dizia-se o nome e tamanho da pizza pretendida e pronto.
Agora a coisa é um tormento desde que a moda “faça você mesmo” chegou à pizza por telefone, tamanho? Ingredientes? Extras?
Se optar pela X leva grátis duas Y, é da promoção? (sei lá!), que ofertas vai querer? (e eu por acaso sei o que é que há para oferecer? É que entre autocolantes de “Publicidade aqui não” e excepções de “Dica da Semana Sim”, acaba por ir tudo para o lixo a granel, já saber o vosso numero é uma sorte). Resumindo, encomendar uma pizza tornou-se um pesadelo.
Caro, ainda por cima.
Ora calhou ver no meu estimado Modelo da Quinta do Conde umas bases para pizza (cuja marca é do irmão Continente) que custam coisa de 2 euros, três bases.
Como a experiência com pizzas congeladas nunca se revelou devidamente satisfatória, resolvi fazer pizzas.
Eis como.
Começo por pôr o forno a aquecer a 180 graus porque a preparação é muito rápida.
Abro uma lata dessa maravilhosa invenção que é a polpa de tomate com azeitonas Grand’Itália e com uma colher e faca barro toda a superfície da massa.
Depois, ao contrário do que se erradamente se faz, não avanço para o queijo mas sim para os ingredientes (mais à frente explicarei porquê mas a informação é de confiança, aprendi isto num restaurante todo pipi em Bolonha, que até tinha um tenor a cantar e tudo e um carpaccio que não vos digo nada – literalmente porque não tenho receitas de carpaccio).
A menos que a pizza tenha sido planeada, recorro usualmente ao que está à mão, ou no caso ao frigorífico e/ou dispensa (atum, por exemplo).
Mas para que isto seja de facto uma receita convém dar um exemplo, vou pela que mais gosto.
Sobre o tomate com azeitonas coloco aleatoriamente e mesmo sobrepostos, fatias de chourição (que dá mais jeito ficarem por baixo mas sem cobrir a pizza, 4-5 bastam), cogumelos fatiados de lata, rodelas de cebola, rodelas de chouriço e mais umas azeitonas pretas que vêm já sem caroço e cortadinhas em rodelas.
Só então cubro tudo com queijo mozzarela ralado (não em pó, em tiras que se desfazem com a mão para espalhar por toda a superfície).
O motivo porque muitas vezes se põe o queijo primeiro e os ingredientes depois é por mero exibicionismo: “estão a ver bem a quantidade de coisas que esta pizza tem?”. Só que eu, sinceramente, nestas coisas de comida, prefiro ver com a boca do que com os olhos e depois de saída do forno, o queijo colocado no fim derreteu e escorreu pelos chouriços, azeitonas, cebolas, cogumelos e demais etecéteras que decida acrescentar, misturou-se, envolveu tudo e ainda criou uma crostazinha de queijo semi-gratinado por cima.
Os ingredientes podem não se ver tão bem, mas o sabor melhora muito.
Antes de levar ao forno falta apenas polvilhar com orégãos, acrescentar umas simbólicas pepitas de sal e com muita delicadeza (pode até ser com uma colher), cruzar uns fiozinhos (mesmo inhos) de azeite.
Para o forno dá jeito ter daqueles pratos anti-aderente próprio para pizzas mas na ausência deste, pode colocá-la(s) directamente sobre a grelha do forno (como habitualmente tem duas, pode cozer duas pizzas de cada vez, e com jeitinho até três, tenha só o cuidado de as trocar de grelha porque as de cima assam mais rápido do que as de baixo).
Marque no relógio do forno (se tiver) ou no relógio-cosinha-que-se-gira-para-trás-e-depois-para-a-frente, ou mesmo no telemóvel, 20 minutos, mas não confie, mantenha-se alerta para sinais de esturro e se 20 minutos não forem suficientes, vá testando.
Quanto a massa estiver rija e estaladiça no rebordo e começar a escurece (sinal de que está a passar da conta), desligue e retira logo do forno (o tempo que ele demora a arrefecer é suficiente para lhe torrar a piza).
Os senhores das pizzas ao domicilio que me perdoem, também não penso que lhes vá roubar muitos clientes, mas depois de constatar que acabou de fazer com uma base que custa aproximadamente 70 cêntimos por pizza, no tempo que eles demoram – com sorte – a entregar-lhe a pizza, meia horita, e que até ficou bem melhor, estou em crer que há dois ou três números de telefone de que vai deixar de precisar.

Fonte : http://www.cozinharfacil.com/cronistas/receitas-de-um-dono-de-casa/652-pizza-caseira-anti-crise.html

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Espetadas de Palitos

 ( imagem da web )

Ingredientes


3 Peitos de Frango
1 Chouriço
1 Pimento verde
1 Cebola pequena
Sal
Pimenta branca em pó
Pimenta preta em moinho
Alho picado ou moído
Alecrim 
A melhor forma de descascar uma cebola é o método do desperdício.
Pousa-se na tábua (é aquela coisa geralmente branca, de plástico, plana.
Lá porque se chama tábua, escusa de procurar um utensílio de madeira porque é pouco provável que a sua cozinha tenha um, “europeíces”!) cortam-se as extremidades e depois, em vez de tentar descascar, porque o drama da cebola é que nunca se percebe bem onde é que realmente acaba a casca – parece ser só aquela pelezinha acastanhada, mas depois por baixo há mais uma fina película, e depois outra (aliás, na verdade é em consequência deste drama que as pessoas choram ao descascar cebolas) . Esqueça.
Como aquilo é uma bola (umas tendendo para o futebol, outras para o rugby) feita por camadas, enfie a naifa por baixo da primeira camada que visivelmente já não é pele (nota-se pela espessura) e arranque a toda a volta.
Ficou com menos cebola, é verdade, mas foi rápido, eficaz e indolor.
E não fez chorar.
Mas isso também se teria resolvido se eu me tivesse lembrado de avisar que para evitar chorar, basta passar a faca e a cebola por água fria antes de começar.
Mas agora já temos a cebola descascada, vamos pô-la na horizontal (considerando o eixo pólo note – pólo sul cebolal) e cortá-la em rodelas com cerca de meio centímetro de espessura (dispensa régua). Agora deitamos as rodelinhas e cortamos cada uma ao meio e com cuidado para não se desfazerem (queremos cozinhar metades inteiras, não fritar rodelinhas de cebola, para isso criarei em breve o MacDonodeCasa) e colocamos num prato raso (é truque, porque nunca são rasos, são identificáveis por serem os de maior diâmetro e cujo bordo é menos elevado embora em certos modelos sejam difíceis de destrinçar dos de sopa e embora nesse caso não faça diferença nenhuma, será seguramente desdenhosamente ironizado se for apanhado a usar um prato de sopa como prato raso).
Felizmente, fazer estas coisas demora bastante menos tempo do que aquele que leva a lê-las, mas convém avançarmos para o chouriço.
Este é mais fácil, é só cortar às rodelas – mantemos a medida de meio centímetro não só por uma questão de coerência mas também porque quanto mais fina for a rodela, mais depressa e melhor assa (sei o que está a pensar, mas se fizer isso, primeiro corre o risco de ter uma ponta de dedo para acrescentar à xixa e segundo, no final vai ficar com umas belas rodelinhas de carvão, vá por mim, meio centímetro, assim a olho).
Se tiver que comprar o chouriço, não se assuste com a oferta.
Há um truque, há sempre um truque.
Seja no talho, no hiper-super-mini mercado, esqueça as embalagens.
Vá ao balcão e peça confiante um “chouriço corrente”.
Se estiver acompanhado pergunte se “me arranja um chouriçinho bom para assar mas sem muita gordura”.
Passar da tábua para um prato qualquer.
O chouriço não se desfaz.
Um saudável conselho: quando começar a cortar, verifique se a pele sai bem. Se sair, retire-a, fica melhor e aquilo, lembre-se, na melhor das hipóteses é tripa.
Agora o pimento, um pouco mais difícil mas nada que não se resolva com a técnica do desperdício. Corta-se o pimento ao meio de alto a baixo.
Com a delicadeza de um elefante, arranca-se (à mão, ponha lá a faquinha de lado) todo o interior (cujo contém uma espécie de caule que sai bem e um e umas coleantes pevides brancas que saem lavando).
Na tábua corta-se em tiras e depois cada uma em quadrados.
Querem medidas?
Se colocarem a rodela de chouriço sobre o quadrado de pimento e se sentirem uns Pachecos Pereiras por terem atingido a quadratura do círculo, está bom.
Por fim o frango.
Seguindo o principio da preparação geométrica dos alimentos, vamos pensar agora em cubos.
Com o peito deitado sobre a tábua (o do frango), cortamo-lo longitudinalmente em tiras e depois cada tira em cubos, mais uma vez de tamanho condizente com os restantes participantes mas tendo em conta que a carne encolhe ao assar.
Hora do palito.
Nada de palitos chineses com desenhos, recortes e outras esquisitices.
Palito direitinho, com bico nas duas pontas.
Em cada palito vamos espetar, por esta ordem:
1 rodela de chouriço, 1 cubo de frango, 1 metade de rodela de cebola, 1 cubo de frango, 1 quadrado de pimento, um cubo de frango (se ainda couber).
A importância da ordem: a cebola nunca pode ficar nas pontas porque cai e mesmo o pimento é de evitar.
Algures entre o 10º e o 20º palito vão começar a faltar ingredientes.
Faça batota, doseie.
Acabou o chouriço?
Leva mais frango, acabou a cebola?
Leva mais pimento, já só há frango?
Põe-se só frango.
Acabou o frango?
Então já deve chegar.
Vamos dispomos as nossas mini-espetadas nos pratos e na tábua (dispor não é por ser pomposo, significa que como vamos temperar, não convém que fiquem umas em cima das outras) e temperamos com sal grosso – e aqui revelo o truque para quem pensa ter dificuldades em dosear o sal, não se arme em agricultor em época de semeio disparando sal para todo o lado, doseie-o entre os dedos de forma a garantir que uma quantidade aceitável caia sobre cada espetada, pimenta branca (pouca), pimenta preta (moderadamente), alho picado e alecrim.
Estes temperos já são mais ao gosto de cada um pelo que aconselho que espalhe uniformemente sobre todas nas quantidades que o gosto por mais ou menos picante (lembre-se que a pimenta preta não pica), mais ou menos alhadas lhe aconselhar.
Agora resta colocar um grelhador (lembrando que qualquer receita de grelhados pode ser feita no fogão ou num grelhador de carvão) daqueles que parecem metade de uma grande máquina de tostas desconjuntada (grelhar numa frigideira (na chapa, à lá “nuestros hermanos”, é uma opção mas tem duas dificuldades: o tamanho e a lavagem/limpeza) ao lume, untar com azeite (se pensou margarina, sugiro que mude de opinião) que para além de ser a gordura mais saudável e saborosa, é a mais fácil de usar, liquefaz-se depois de quente (eu disse quente, não disse a ferver), ondula-se o grelhador até ter sido todo percorrido pelo azeite e deita-se fora o que sobra e depois de pousado sobre o lume, começamos a por as espetadas.
Gerir o lume pode não ser fácil ao inicio e há fogões com muito mau feitio nesse aspecto.
O ideal é que aquilo faça um leve mas constante barulho de “ssshhhhh” sem que se verifique a carbonização dos alimentos.
Chamemos-lhe um lume entre o brando e o alto.
A parte que dá um pouco de trabalho e requer concentração é conseguir agora que todas as espetadas assem uniformemente, por si e entre si.
É fácil, basta aplicar as leis do universo, no caso do sistema solar.
Cada palito deve rodar sobre si próprio (presumo que tenha tido o cuidado de deixar as pontas de fora para poder segurar, não?) e ir percorrendo o grelhador numa espiral do centro para o exterior do grelhador (ou então, mais fácil ainda, quando as do meio – que estão directamente sobre a chapa – estiverem já bem passadas e assim tostadinhas por fora, passe-as para a berma e troque pelas que estão mais encruadas.
Quando o chouriço estiver com ar de chouriço assado, o pimento molinho e com o rebordo enegrecido e ao abrir um lenho num cubo de frango com um garfo e uma faca e não vir carne crua no interior, pode considerar a espetada bem passada.
Se a quer mais ou menos queimadinha é consigo, por mim, estão prontas.
Sirva-as no palito.
Não dá sabor absolutamente nenhum mas isso o suposto pau de loureiro também não e usa-se, no caso é mesmo só para que todos vejam a trabalheira que você teve.

Fonte : http://www.cozinharfacil.com/cronistas/receitas-de-um-dono-de-casa/736-espetadas-de-palitos.html

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