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Analistas da IDC dão 12 dicas de como as empresas podem se preparar para entrar na era da computação em nuvem.

Por Julie Bort, da Network World/US

28 de junho de 2011 – 07h30

 

Apesar dos receios em relação à confiabilidade e à segurança da nuvem, as empresas estão movendo lenta, mas firmemente, as aplicações para a cloud.  A migração, apontam especialistas, vai mudar de forma profunda as companhias.

Cerca de 80% dos novos aplicativos corporativos serão desenvolvidos para rodar na nuvem em 2011 e, no ano passado, a adoção do modelo mudou para a fase inicial e pragmática (early majority), diz Frank Gens, vice-presidente e analista-chefe da consultoria IDC.

Gens faz parte do time de analistas que avaliou as promessas e as armadilhas da nuvem. Abaixo, veja 12 dicas importantes que as empresas devem observar para que possam se preparar para entrar na cloud.

1. A nuvem é a terceira onda. O mainframe foi a primeira, que em seu auge oferecia às empresas cerca de 2 mil aplicações. O cliente/servidor veio em seguida, levando à revolução do PC, em que o número de aplicações cresceu para dezena de milhares. Hoje, é a vez da nuvem, que permite o trabalho em qualquer lugar. Ela vai criar dezenas de milhões de aplicações e gerar uma explosão de novos serviços, incluindo aplicações móveis, tecnologia social e análise de grande quantidade de dados, diz Gens.

2. Fornecedores de infraestrutura vão criar um quarto pilar além de servidores, storage e redes, que será conhecido como “cache compartilhado”. O impacto da virtualização de servidores está apenas começando, diz Rick Villers, analista e vice-presidente de sistemas de armazenamento da IDC. TI quer livrar-se de silos e passar para a tecnologia da informação convergente.

A virtualização é o primeiro passo para estabelecer a infraestrutura desse novo pilar. Logo chegará o dia em que TI projetará cem máquinas virtuais para um servidor físico em vez dos atuais oito para 20 máquinas virtuais (VMs). É por isso que os data centers precisarão contar com esse espaço de cache compartilhado, mais rápido que disco compartilhado/storage, em que as VMs são mantidas.

3. Os executivos de TI dizem que os acordos de licenciamento do software são barreira para a adoção de nuvens. As empresas de software empresarial que sobrevivem à transição para a computação em nuvem irão adaptar as licenças para que o software posse ser acessado a partir de múltiplas localizações oferecendo um único custo aos usuários, diz Robert Mahowald, vice-presidente de pesquisa IDC para os serviços de SaaS e Cloud. Por exemplo, um usuário pode acessar o SQL Server por meio de um modelo on premise, a nuvem da Amazon e do Windows Azure, tudo por um custo único.

A escolha por licenças de software de código aberto é um fator no qual a TI deverá seguir quando se move do data center para a nuvem híbrida. Nem todos os fornecedores emplacaram a ideia, mas alguns, como a Microsoft, estão-se movendo nessa direção. A partir de 1º de julho, os clientes do Microsoft Software Assurance poderão usar os acordos de licença de software atual para mover aplicativos do servidor interno para cloud computing, serviço que Microsoft chama de “licença de mobilidade”.

Profissionais de TI, como Steve Turner, diretor de tecnologia da informação da Amherst Securities Group em Austin, Texas, aprova o movimentação. “Novos modelos de licenciamento na nuvem é uma ideia boa e necessária. Microsoft e outras empresas estão fazendo essa transição. Nem todos os fornecedores farão.”

4. Os negócios vão ver a TI como uma loja de aplicativos internos. O papel da TI mudará da construção de aplicativos personalizados e customização de grandes aplicativos para a oferta de uma miscelânea de serviços, acessíveis a partir de qualquer dispositivo, por meio de nuvens públicas e privadas. TI terá de reorientar-se em torno do conceito “serviços de TI”, diz Dave McNally, assessor executivo de TI da IDC. Essa movimentação começou com SOA alguns anos atrás, mas como SOA não obteve sucesso em muitos fornecedores, a nuvem irá, mais uma vez, propagar a ideia de TI como viabilizador de um conjunto de serviços.

5. Nuvens públicas vão-se tornar mais importantes do que nuvens privadas, diz Gens. “Muitos dos executivos de TI que eu converso estão pensando, ‘como posso implementar cloud na minha zona de conforto?'”. Olhar por esse lado é caminhar para o lugar errado, diz ele. Em vez disso, os executivos de TI precisam ver a plataforma de terceiros sob uma ótica de oferecimento de novas qualidades, e não simplesmente para recriar o que a empresa já está fazendo em uma plataforma potencialmente mais barata.

6. A nuvem é fonte para uma grande quantidade de dados. Um pequeno número de serviços em nuvem do Google, Amazon ou o iTunes está demandando muito espaço de armazenamento – ou 9,8 exabytes de capacidade de disco rígido, diz Villars. Diante dessa grande massa de dados, os fornecedores começaram a perceber que entre as informações armazenadas há informações valiosas sobre os consumidores.

Empresas de análise estão surgindo para realizar essa tarefa: desde a análise de informações que circulam no Twitter, por exemplo, ao fornecimento de análises personalizadas. Essa movimentação tem implicações de conformidade para as empresas, mas também possibilita às equipes de TI a oportunidade de pesquisar sobre clientes e mercados.

7. As organizações de TI vão se tornar corretores de serviços em nuvem. A TI vao ganhar papel de loja de aplicativos da empresa. Em vez de as unidades de negócios contratarem serviços de TI baseados em SaaS, a TI encontrará uma forma de agrupar serviços em nuvem para os negócios, diz Mahowald. TI vai também realizar serviços de gestão de ativos que administram todos os recursos de TI utilizados pela empresa, in-house, híbridos e por meio da nuvem. Isso também vai exigir maior interação e acompanhamento de fornecedores que vão além do contrato anual.

8. A nuvem incomoda e, potencialmente, espanta a força de trabalho de TI tradicional. “Se nós acreditamos que a mudança está chegando, uma empresa precisa preparar sua força de trabalho”, aconselha McNally. Qual será, então, o impacto da nuvem nos profissionais de TI?. Funcionários da área temem que a nuvem transforme o trabalho de TI em commodity.

Alunos que estão entrando agora no mercado querem seguir carreira em locais em que possam fazer a diferença e não sentir que empregos de TI oferecem essa perspectiva. Isso poderia criar um gap de competências que poderá estimular a terceirização.

9. Fornecedores que estão abraçando a nuvem, estão no caminho certo ao olhar para a implementação de serviços privados de cloud e modificar seus contratos de licença para levar os clientes para a nuvem. Fornecedores que optarem por manter a velha maneira de entregar os serviços vão se tornar o próximo Wang ou Digital Equipment Corporation (DEC), empresas que não existem mais hoje e que não conseguiram ver, compreender e adaptar-se à revolução do PC após a ascensão de tecnologias cliente/servidor.

“Concordo com a ideia de que estamos em um caminho similar ao que aconteceu com as soluções cliente/ servidor. Precisamos prestar atenção para qual fornecedor vai adotar a nuvem ou não”, afirma Turner.

10. Na última onda, as empresas digitalizaram seus processos. Agora, algumas veem valor em oferecer esses processos na nuvem, diz Villers. Como exemplo ele cita a Technicolor, empresa de produção de vídeo, que começou as atividades possibilitando a coloração dos filmes antes de ser replicados e enviados aos cinemas. A Technicolor digitalizou sua metodologia e foi capaz de oferecer voz e serviços de vídeo na nuvem.

11. Os usuários finais já estão construindo suas próprias nuvens, normalmente acessada por meio de dispositivos móveis como smartphones, diz Mahowald. Essas nuvens são importantes para os usuários e para o modelo pelo qual eles vão querer receber aplicativos da loja virtual. Com a virtualização de desktop, aplicações móveis e SaaS, a TI pode se adaptar às expectativas dos usuários.

Nos últimos tempos, usuários finais estão construindo nuvens pessoais para ser uma mistura dos aplicativos de negócios e pessoais. TI não pode parar essa movimentação e não deve tentar. Muito parecida com a revolução do PC, as pessoas mais bem-sucedidas na próxima geração baseada em nuvem de serão aquelas que sabem como equilibrar as necessidades dos usuários e da empresa.

12. Cloud services promovem a inovação. A rápida adoção de cloud é mais uma oportunidade para os CIOs, executivos de rede e toda a equipe de TI, para conduzir o negócio de forma mais rápida e econômica. Em 20110, a resistência com relação à nuvem parece ser em vão.

Fonte: http://computerworld.uol.com.br/tecnologia/2011/06/22/aprenda-mais-sobre-cloud-computing-antes-de-adotar/

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One response »

  1. Uso com alguma frequencia os ditos “programas nas nuvens” os clouds, ainda hoje, em uma maquina antiga do escritório, rodando XP, recebemos um arquivo .docx, em que não existia o office instalado, a salvação – leitor de documentos do gmail da Google, cloud fantástico, já havia usado para as mais diferentes funcionalidades, planilhas, documentos, apresentações etc. Quando não se tem a “ferramenta certa”, estes clouds, podem nos salvar. Vale a pena conheçer o da propria Microsoft, embutido nos hotmails, um pouco inferior aos da Google, mas com muita funcionalidade também. Podem falar: – uso meu pen, em que carrego varios programas portable editions. Ótimo, mas alguns escritórios, os desk, ficam com as portas USB bloqueadas o que nos impede de acessa-los, quando temos acesso, realmente são fantásticos, sempre prefiro usar os meus programas, os quais conheço e sei trabalhar com eles. Mas na emergência, use os clouds, não espere tanto deles, por enquanto, mas funcionam.

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