China está a construir armas de pulso eletromagnético para dissuadir a Marinha Americana

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A China está a desenvolver armas de pulso eletromagnético para usá-las contra os porta-aviões americanos ou num eventual conflito com Taiwan, assim revelou quinta-feira um relatório do National Ground Intelligence Centerstudy, uma fração do Comando de Segurança e Inteligência do Exército dos Estados Unidos.

De acordo com o National Ground Intelligence Centerstudy as armas eletromagnéticas e microondas super-potentes revelam um ambicioso programa bélico chinês, o qual foi apelidado de “arsenal de assassinato em massa”. Tais armas poderiam não só propiciar a China equilibrar as forças com os EUA, mas também impor severas baixas à nação mais poderosa da terra.

A idéia básica de uma bomba eletromagnética ou de uma arma de pulso eletromagnético (PEM) é bastante simples. Esse tipo de arma é projetada para aniquilar circuitos elétricos com um intenso campo eletromagnético.

Se você já leu sobre o funcionamento do rádio ou sobre os eletroimãs, então você sabe que um campo eletromagnético mesmo não tem nada de especial. Os sinais de rádio que transportam AM, FM, a televisão e as chamadas de telemóveis, todos são energia eletromagnética, assim como a luz comum, o microondas e os raios X.

O que nos importa aqui é saber sobre o eletromagnetismo, que as correntes elétricas geram campos magnéticos e que campos magnéticos variáveis podem induzir correntes elétricas. Se você não sabe como funciona o rádio e for pesquisar, saberá que um transmissor de rádio gera um campo magnético fazendo correntes elétricas oscilarem em um circuito. Por sua vez, este campo magnético é capaz de induzir uma corrente elétrica em outro condutor, como uma antena receptora de rádio, por exemplo. Se o sinal elétrico oscilante codifica uma informação em particular, o receptor poderá decodificá-lo.

Fica claro que comprar um rádio novo seria a menor de suas preocupações. A intensa oscilação do campo magnético poderia induzir uma enorme corrente em praticamente qualquer outro objeto condutor de eletricidade, por exemplo, em cabos telefônicos, de eletricidade e até em canos de metal. Essas antenas involuntárias transmitiriam o pico de corrente a qualquer outro componente elétrico que estivesse no fim do trajeto, digamos, para uma rede de computadores conectada aos cabos telefônicos. Um surto de corrente grande o bastante poderia queimar dispositivos semicondutores, derreter a fiação, fritar baterias e até explodir transformadores.

Há várias maneiras possíveis de se criar e “soltar” um campo magnético dessa intensidade. Na próxima seção nós vamos examinar algumas concepções práticas de armamentos baseados em PEM.

O relatório de inteligência, obtidos pelo setor privado, Arquivo de Segurança Nacional, fornece detalhes sobre as armas PEM da China e os planos para seu uso. Relatórios anuais do Pentágono sobre o poderio militar da China no passado fez apenas ligeiras referências a esse assunto.

“Se fosse usada contra Taiwan, a China poderia detonar uma bomba PEM a uma altitude muito menor (30 a 40 km)… isso limitaria confinaria os efeitos da PEM em Taiwan, mas isso limitaria os danos à vizinhança, ou seja, os danos à eletrônica no continente seriam muito menos”, diz o relatório.

O relatório foi produzido em 2005 e descrito como “secreto”, afirmou que militares chineses discutiram a construção de ogivas PEM de baixa intensidade, mas não se sabe se os chineses construíram ou não uma bomba PEM.

O míssil balístico de médio alcance chinês DF-21 foi citado no relatório como plataforma de ataque à Taiwan. O referido míssil levaria ogivas do tipo PEM.

O relatório suscita mais dúvidas sobre esse audacioso programa militar chinês ao revelar que cientistas chineses testaram os efeitos de uma bomba PEM em ratos, cães, macacos, ratos, coelhos… Os efeitos causaram lesões em diversos órgãos dos animais. Os órgãos mais atingidos foram o cérebro e a medula óssea.

“Está claro que o real propósito das experiências chinesas é de aprender os efeitos da exposição do corpo humano à radiação das bombas PEM e as poderosas microondas.”

O relatório prevê possíveis testes nucleares da China durante um período. Se durante esse período os EUA não mandar forças militares para Taiwan, numa tentativa de defender o país, a China atacaria a infra-estrutura de Taiwan com suas forças convencionais.

O relatório concluiu que a China poderia considerar um ataque com bombas PEM contra as infra-estrutura eletrônica de Taiwan ou contra os porta-aviões americanos que rompessem o Estreito de Taiwan.

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