Os tumúltos de Londres

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A onda de vandalismo que atingiu a capital britânica desde o último sábado ganhou intensidade nesta segunda-feira, espalhando-se para vários bairros de Londres, atingiu Birmingham, a cerca de 190 quilómetros da capital. Grupos de jovens saquearam lojas, incendiaram ônibus e prédios e atiraram bombas contra a polícia. Até agora, 215 pessoas foram detidas e 27 acusadas formalmente. Compreenda como a situação chegou a esse ponto.

O que despoletou a crise?

Na última quinta-feira, Mark Duggan, um homem negro de 29 anos, morreu atingido por tiros policiais no norte de Londres. Segundo a polícia, agentes tentaram prendê-lo quando ele entrava num táxi. Duggan teria reagido e foi alvejado duas vezes. Foram encontradas uma bala no rádio do carro dos policiais e uma arma não-policial na cena, o que reforçaria essa versão. Contudo, o jornal britânico The Guardian afirmou nesta segunda-feira que os primeiros testes realizados no carro indicaram que a bala era de uma arma da policia.

Como os distúrbios se espalharam pela cidade?

Na tarde do último sábado, cerca de 120 pessoas (inclusive parentes de Duggan) marcharam, por volta das 17h30 do horário local, em direção à delegacia da polícia do distrito de Tottenham, no norte de Londres, que fica próxima ao local da morte. A marcha foi pacífica, com manifestantes a pedirem justiça. Porém, duas horas depois, grupos de desordeiros começaram a atacar policiais, carros, lojas, bancos e outros prédios. De acordo com o governo britânico, os vândalos aproveitaram a manifestação para causar tumulto e saquear lojas.

Por que os tumultos se espalharam por Londres?

A partir da tarde de domingo, o vandalismo ocorreu noutras regiões de Londres. A polícia acredita que os atos são conduzidos por oportunistas e criminosos com o objetivo de saquear lojas e semear o caos. Até o início da noite de segunda-feira foram registrados confrontos em Tottenham, Brixton (sul), Edmonton, Hackney (leste), Walthamstow, Enfield, Islington (norte) e em Oxford Circus, em pleno coração da Londres turística. A revolta atingiu até Birmingham, a segunda maior cidade do país, onde lojas foram destruidas e saqueadas.

Como foram planeados os ataques?

Os vândalos usaram as redes sociais como o Twitter e smartphones para se comunicarem e convocarem outros a participarem. Para a polícia, a velocidade com que os protestos se espalharam ocorreu por causa da incitação à violência feita por meio dessas ferramentas. Em particular, chamou atenção o programa BlackBerry Messenger (BBM), muito popular entre os jovens da Grã-Bretanha, que permite enviar mensagens gratuitas e facilita a rápida difusão da informação. Ao contrário do Twitter e Facebook, as mensagens enviadas por meio deste aplicativo são codificadas, o que dificulta o trabalho de rastreamento da Polícia.

O que deve acontecer agora?

A polícia está a investigar os acontecimentos. Por enquanto, há apenas especulações sobre a morte de Duggan e sobre quem são os jovens que praticaram esses atos de violência. Segundo a ministra do Interior da Grã-Bretanha, Theresa May, trata-se de “pura delinquência”, e os responsáveis pelos distúrbios serão levados à Justiça e punidos
 
Fontes : Veja.Abril e Boston.com
Veja fotos dos tumultos :

 
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