Tag Archives: Fenómenos Terrestres

Ilhas Canárias estão a presenciar o nascimento de um novo vulcão?

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Mancha no Atlântico resultante de erupções subaquáticas no El Hierro – Foto: EPA/Guardia Civil

Parece que o  vulcão que deu origem à ilha canária Hierro está  a despertar de um longo sono.

Com duas grandes manchas no Atlântico situadas a apenas dois quilômetros da costa de La Restinga, nas Canárias, a presença de peixes mortos e um forte cheiro a enxofre evidenciam erupções subaquáticas no El Hierro. Os peritos que, nos últimos dias, têm olhado com atenção para as erupções submarinas ao largo da ilha El Hierro, acreditam que um novo vulcão poderá estar prestes a nascer.

 A preocupação, agora, é saber “onde estão as bocas de erupção”. O Instituto Geográfico Nacional admitiu que a evolução do fenômeno é imprevisível. Entretanto, as manchas verdes que cobrem um paraíso submarino já se tornaram uma atração da ilha.

Situada no Atlântico, sobre um antigo vulcão submarino, a pequena ilha de Hierro já sofreu 10 mil abalos sísmicos desde julho, a maioria imperceptíveis para os seus 11 mil habitantes.

14/10/2011 — eco4u

Leia mais sobre o assunto em:

“Comitê estuda possível erupção vulcânica a 2.000 metros de profundidade em El Hierro nas Canárias”  e; “Depois de 8 mil sismos em 2 meses, habitantes da ilha canária El Hierro são retirados sob risco de erupção”

Foto: EPA/Guardia Civil

“Clima vai causar ressacas, doenças e desempregos na Europa”, diz cientista

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(Charge ilustrativa)

Previsões constam de estudos apresentados em encontro na Bélgica.

Área mais atingida será o litoral dos países europeus.

O agravamento das ressacas marinhas, a fuga de espécies para o norte dos oceanos e o aumento de doenças causadas por bactérias serão algumas das consequências na Europa das mudanças no clima da Terra. Essas são conclusões de estudos que vão ser apresentados na quarta-feira (14), em um evento em Bruxelas, na Bélgica. Pesquisadores também analisaram a percepção dos moradores de dez países europeus sobre o agravamento desses impactos.
As conclusões são parte do projeto Clamer, fruto da colaboração de 17 institutos europeus de pesquisas marinhas. O relatório que será divulgado é a síntese de mais de 100 estudos, publicados desde 1998, que analisam os efeitos das mudanças climáticas sobre os ambientes marinhos da Europa.
O projeto também busca melhores formas de comunicar as conclusões científicas desses impactos. “Temos acumulado evidências convincentes e perturbadoras sobre as mudanças climáticas”, diz Carlo Hipe, diretor do Instituto Real para a Pesquisa Marinha. “E precisamos comunicar melhor o que temos. Todos devemos prestar mais atenção aos avisos claros dos perigos que enfrentaremos, o que poderá ser considerado uma experiência sem controle sobre o ambiente marinho”.
Coordenados pelo Conselho Marinho da Fundação Europeia da Ciência, os estudos publicados avaliaram os ambientes nos Mares Mediterrâneo, Negro, Báltico e do Norte, no Oceano Ártico e no nordeste do Oceano Atlântico.
 

Mapa das áreas costeiras vulnerávei na Europa (Foto: Projeto Clamer e Agência Europeia de Meio Ambiente) 

Mapa das áreas costeiras vulneráveis na Europa (Foto: Projeto Clamer e Agência Europeia de Meio Ambiente)

Um dos problemas levantados no estudo é a dificuldade em prever com precisão onde os impactos vão ocorrer. Estimar os custos desses eventos é outro problema, pois os cientistas afirmam que alguns dos impactos vão ser generalizados, enquanto outros serão pontuais.
Entre os possíveis impactos previstos para as próximas décadas estão:
Aumento dos riscos e custos com doenças. Milhões de euros vão ser gastos com despesas de saúde. O consumo de frutos do mar contaminados e as doenças transmitidas pela ingestão de água contaminada, até durante a recreação ocasional, vão ser os princpais responsáveis por esses gastos. O aumento da temperatura do oceano também pode causar a proliferação de bacterias do gênero Vibrio, que causa gastroenterintes graves e até a septicemia (infecção generalizada).
Danos à propriedade. A elevação do nível do mar, combinada com ondas maiores no Atlântico Norte e tempestades mais frequentes, ameaça tomar até 500 metros da costa de alguns países. O estudo alerta que 35% da riqueza europeia é gerada dentro dessas áreas. A elevação do nível do mar de 80 a 200 centímetros poderia acabar com países inteiros. Além das inundações e dos danos econômicos, pode haver a migração de populações dessas áreas inundadas, a salinização do solo e da água e a perda de zonas úmidas.
 

Erosão na costa de Biarritz, na França (Foto: Projeto Clamer e Agência Europeia de Meio Ambiente) 

Erosão na costa de Biarritz, na França (Foto: Projeto Clamer e Agência Europeia de Meio Ambie

Tempestades mais freqüentes e intensas estão projetadas para o Norte da Europa. As áreas afetadas também incluem uma faixa que vai do sul da Inglaterra ao norte da França, à Dinamarca e ao norte da Alemanha e da Europa Oriental. Os danos anuais causados por esses fenômenos devem crescer 21% no Reino Unido, 37% na Alemanha e 44% em toda a Europa, com um aumento de 104% nas perdas em uma para cada 100 das tempestades anuais.
Redução dos estoques pesqueiros. Os cientistas do Clamer sugerem a necessidade de redução da pesca comercial na Europa. Isso porque o aquecimento das águas e acidificação dos oceanos alteram o teor de oxigênio da água, fazendo com que muitos cardumes migrem para os oceanos ao norte do planeta. Entre as espécies que podem ser extintas pelo fenômeno estão o bacalhau no mar Báltico e o Aristeus, uma tipo valioso de camarão. A segurança alimentar de países de baixas latitudes vai ficar seriamente prejudicada.
O que pensam os europeus sobre os estudos.
A pesquisa também avaliou o que pensam os europeus sobre os efeitos das mudanças climáticas. O objetivo da análise é encontrar melhores formas de comunicar os resultados científicos encontrados para o aquecimento global.
Foram ouvidos 10 mil moradores de dez países do continente. O estudo revelou preocupação generalizada com as mudanças climáticas. A preocupação com a elevação do nível do mar e a erosão costeira é o maior temor dos europeus.
Cerca de 86% dos entrevistados acreditam que as mudanças climáticas sáo causadas, principalmente, por causas das atividades humanas.

http://g1.globo.com/natureza/ 

Relevo do Fundo do Mar Sobe à Superfície na Rússia

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Nas proximidades da Península de Taman uma “Nova Terra” emergiu do movimento e mudança das placas tectônicas.
O Fenômeno natural surpreendente foi documentado nos últimos dias.
Enormes camadas de lodo, barro e pedra aumentaram em cerca de 5 metros acima do nível mar de Azov, no distrito de Temryuk região de Krasnodar, formando uma península.

Os cientistas sugerem que a causa das “Terras Novas” têm sido o despertar de vulcões de lama e sismólogos estão cuidadosamente a calcular a probabilidade de terremotos na região, argumentando que a população não tem motivos para pânico.
A enorme faixa da crosta, com 800 metros de extensão e 50 metros de largura, literalmente, cresceu no mesmo local onde, à uma semana atrás, estava o Mar de Azov. A descoberta foi feita por moradores locais, que imediatamente chamaram as autoridades e geólogos.

Especialistas afirmam, que por vários dias, o fundo do oceano cresceu em torno de 5 metros acima do nível do mar.
A “nova terra” consiste de uma mistura sólida de barro, pedras, formações tectônicas e todos os detritos marinhos, mas nada como isso, aconteceu em Taman antes.
Enquanto os cientistas têm especulado para construir uma hipótese diferente, sismólogos acreditam que sob a influência de mais forças desconhecidas, as placas tectônicas começaram a convergir e pressionar uma camada de argila.
A pressão, o que poderia pôr em marcha um volume de solo, de acordo com estimativas conservadoras, foi igual a 24 milhões de toneladas. No entanto, ainda não está claro, por que um processo subterrâneo poderoso, não foi medido e detecatado com equipamento especial, levando o monitoramento contínuo do movimento crostal.

O sismologista chefe, Vladimir Fomenko, disse: “Normalmente, acompanhando perturbações tectônicas, acontece o aumento dos níveis de gás radônio, no entanto, neste caso, os níveis de radônio são normais, portanto, ainda não podemos dizer com certeza o que realmente aconteceu”.

Atualmente, os cientistas estão a acompanhar de perto, o fenômeno, para quaisquer alterações nas indicações e dispositivos, que continuam a procurar uma resposta, para a pergunta sobre o que causou o levantamento do fundo do mar para a superfície.

Tradução e adaptação: A.Mace e Lennoy

Tóquio foi advertido para um futuro grande terremoto

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Tóquio foi advertido para um futuro grande terremoto

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TÓQUIO – Cientistas japoneses advertiram nesta quinta-feira  que Tóquio poderá em breve ser atingido por um terremoto, após um aumento na atividade sísmica.

Sismólogos da Universidade de Tokyo detectaram um grande aumento no número de terremotos pequenos nas placas tectônicas abaixo do capital.

Os mesmos sismólogos não descartaram a possibilidade de que uma combinação de terremotos em dois ou mais pontos na crosta da Terra poderia unir – duplicam o poder destrutivo.

O nordeste do país foi devastado por um terremoto de magnitude 9,1 em março, e alguns sismólogos foram pedindo ao governo a rever seu planeamento de emergência, que atualmente é baseado na suposição de que qualquer terremoto que acontecer em Tóquio terá uma magnitude máxima de 7,3.

“Por causa do terremoto de 11 de marco, a possibilidade de um outro terremoto de grande ocorrência em Tóquio tem aumentado,” disse Shinichi Sakai, professor assistente de Pesquisa da universidade Terremoto Institute. “É necessário fazer os preparativos no pressuposto de que um grande terremoto poderá acontecer em  Tóquio a  qualquer momento e que o perigo é maior do que antes.”

Um múltiplo mega-terremoto pode levar à morte de cerca de 25.000 pessoas, segundo um estudo do governo no ano passado. Cerca de 20.000 pessoas ficaram desaparecidos ou mortos na sequência do terramoto de Março e tsunami.
FONTE: NEW YORK POST

Terremoto de Virgínia, EUA, seria uma Explosão Nuclear em Redes de Túneis Militares?

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Atenção: Não temos como confirmar a veracidade destas informações, mas nestes momentos, não podemos descartar quaisquer informações, mesmo porque algumas coisas neste relatório, batem certinho com algumas ideias pensadas anteriormente.

Relatório Russo: Explosões Nucleares em Vasta rede de Túneis Militares nos EUA.

Um assustador relatório que circula hoje ( 24 de Agosto de 2011 ) no Kremlin, diz que nas últimas 36 horas, o vasto complexo de Túneis intercontinentais, construídos pela Força aérea dos Estados Unidos ao longo dos últimos quase 45 anos, foi atingido nos seus terminais com duas poderosas explosões Nucleares, os principais, no Colorado e Virgínia, usado quase que exclusivamente pela agência Central de Inteligência, (CIA).
 Segundo este relatório, este ataque Nuclear sem precedentes, começou no dia 22 de Agosto, quando um dos principais Túneis de ar, para alívio de pressão, localizado na Base da Força aérea Mac Dill, em Tampa, Flórida, foi forçado a abrir, permitindo que milhões de pés cúbitos de ar e pressão, fosse lançado para atmosfera.
 O Som original do evento, foi capturado por Vídeo, durante um Jogo de Baseball, que estava sendo jogado no Tropicana Field, perto de Mac Dill, embora as autoridades dos EUA, culpassem o “Ruído misterioso”, como um sistema de som com defeito.

Aqui, o outro Som, idêntico, porém na ucrânia, mas, desmentindo totalmente pelas autoridades …,

Este relatório, no entanto, aponta que engenheiros Russos, estão bem familiarizados com o Som original, já que eles trabalham febrilmente para preparar um adicional de 5.000 abrigos subterrâneos, ordenado pelo primeiro ministro Putin, na primavera passada, para ser entregue até o final de 2012.
 Engenheiros Russos, foram capazes de duplicar este som único em março passado, quando foram chamados para Ucrânia, para desabafar uma série de Túneis profundos, com Gás venenoso, que havia matado 3 pessoas, próximo a Kiev, e que foi igualmente, capturado por Vídeo.
 Dentro das horas, de ventilação do complexo de Túneis, este relatório continua a dizer que um dispositivo Nuclear, foi detonado em seu término, localizado perto de Trinidad, no Colorado, e com a segunda explosão que ocorre quase 12 horas depois, no extremo oriental, perto de Culpeper, Virgínia, e ambos causando Terremotos sentidos por dezenas de milhares de americanos.
 Sem o conhecimento da grande maioria do povo americano, esta vasta rede de Túneis militares, construída desde o início da década de 60, teve um custo estimado em 40 Trilhões de dólares, e com exceção deste ataque, não mostra sinais de que diminua.

A única foto conhecida de uma das enormes máquinas usadas pela força aérea dos EUA, para construir este complexo de Túneis, foi tirada na grande Montanha de Nevada em dezembro de 1982, e é similar no projeto utilizado para construção do Eurotúnel, entre Inglaterra e França.

 Mapas destes Túneis e as Bases subterrâneas associadas a eles, foram compiladas ao longo dos anos, por muitos pesquisadores independentes, juntamente com Listas de suas prováveis localizações.
 O Túnel, atacado por estes dispositivos Nucleares, como diz este relatório, estava a ser  utilizado pela CIA, durante a movimentação da sua Sede e de todos os seus ativos, para fora do seu local em Virgínia, para a sua nova Base, localizada em Denver, Colorado, que foi iniciado em 2005, por razões não totalmente explicadas.
 Acredita-se neste relatório, que ao explodir no ponto ocidental primeiro e depois no leste, era mais que provável a intenção de conter ou destruir, o que quer que a CIA estava a mover através deste Túnel, de Langley, para Denver.
 Mais interessante notar que este ataque acontece quase uma década do 11 de setembro de 2001, na Guerra interna entre CIA e o estabelecimento militar dos EUA, que fizeram chover destruição sobre a América, e então o Mundo, mas cujo final, a batalha ainda está sendo combatida, ou ganhou, por ambos os lados.

NOTA : Achei muito estranho este Terremoto em Virgínia, principalmente pela sua localização Geográfica, e também por algumas outras curiosidades.

Este Terremoto ocorreu a uma profundidade de 100 metros, exatamente, 100 metros, na qual, sabemos que nesta profundidade, existem muitos Túneis nos EUA, alguns inclusive, muito mais profundos que isso, ou seja, pode provar que este relatório é mesmo verdade.
 Fora isso, os sons escutados, ao qual durante o Jogo de Baseball, as autoridades disseram ser de defeito no sistema de som, não passa de desinformação, pois o mesmo som, foi ouvido em outras localidades.
 O mais estranho nisso tudo é porque explodir Bomba Nuclear neste Túnel, principalmente na Entrada e na Saída, estariam eles, querendo prender algo que acabou escapando? Deixar preso nos Túneis? Para que não viesse a superfície?
 Estaria o Governo dos EUA, tentando enfraquecer o Solo naquela região? Tentando criar uma enorme falha? Visto que naquela área não se tem conhecimento de Junção de Placas Tectônicas?
 Qual o objetivo real?
 Teria dado errado uma explosão Nuclear de Falsa Bandeira? O resultado não saiu como esperado?
Dentre estas curiosidades e dúvidas, ainda tem outro ponto.
Repórteres Brasileiros, alguns de peso, não estão no Brasil, estão em Nova York, como correspondentes, já a algum tempinho, estariam aguardando um grande evento? Visto que se aproxima a data de 11/09? sabem de algo? Talvez sim e não, mas é estranho.
 Fora isso, quando ocorreu o Terremoto, até horas depois em Sites de notícias, estava a mesma Balela, ou seja, ainda não se tem notícias de danos ou feridos, mas como? se já tinhamos correspondentes do Brasil por vários locais dos EUA inclusive Nova York? Será que seguraram as informações, pois esperavam para saber se o Plano havia dado certo?
Estranho, muito estranho.
Fora tudo isso, ainda tem o seriado Jericho, ao qual mostra 5 Bombas Nucleares explodindo nos EUA, será que estas duas que explodiram, poderiam ser duas das 5 do seriado? Os planos sairam errados?

Aquecimento global está a causar a migração de animais e plantas para os pólos

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Imagem retirada da web

O aquecimento global está a causar a migração de animais e plantas mais para cima, para  montanhas e longe do equador, na tentativa de evitar as altas temperaturas associadas à mudança climática – Isto foi o que cientistas descobriram com um levantamento exaustivo de cerca de 1.400 espécies.

A taxa de movimento é, em média, até três vezes mais rápida do que o anteriormente esperado para espécies migratórias em direção aos pólos e cerca de duas vezes mais rápida para os organismos que estão a migrar mais para cima, para as montanhas, disseram os cientistas.

Uma importante revisão da distribuição de animais e plantas, publicado na revista Science, descobriu grandes variações entre as espécies individuais, mas tomado como um grupo, parece haver evidências inequívocas de que a mudança climática é a causa do movimento de massas, disse o professor Chris Thomas da da Universidade de York.

“Espécies de animais e plantas estão a distribuir-se longe do equador na direção dos pólos, muito mais rápido do que anteriormente era realizado. Em espécies estão a mover-se para o norte no hemisfério norte e ao sul no hemisfério sul, em média, a uma taxa de cerca de 16 km ou 17 km por década, disse o Professor Thomas.

“Essas mudanças são equivalentes aos animais e plantas a deslocarem-se do equador cerca de 20 centímetros por hora, para cada hora do dia, para cada dia do ano.

Isto vem acontecendo durante os últimos 40 anos e deve continuar para pelo menos o resto do século “, disse ele.

“É uma taxa fenomenal de movimento de toda a vida biológica para longe do equador na direção dos pólos. Como sabemos que é relacionado à mudança climática? Bem, em parte porque não há outra explicação razoável para tudo se estar a mover para altitudes mais elevadas e para latitudes mais altas, mas também porque a taxa de movimento é maior nas regiões que experimentaram a maior parte do aquecimento “, explicou o professor Thomas.

“A mudança climática é um pouco fora da agenda política no momento, mas enquanto isso ainda não está em curso, há o risco de que muitas espécies poderem ser extintas como resultado de todas essas mudanças”, disse ele.

Climate change drives animals to high ground

By Steve Connor, Science Editor

Global warming is causing animals and plants to migrate further up mountains and away from the equator in attempts to avoid the higher temperatures associated with climate change, scientists have found in an exhaustive survey of nearly 1,400 species.

The rate of movement is on average up to three times faster than previously expected for species migrating towards the poles and about twice as fast for organisms that are migrating further up the sides of mountains, the scientists said.

A major review of the distribution of animals and plants, published in the journal Science, found wide variations between individual species but taken as a group there appears to be unequivocal evidence that climate change is the cause of the mass movement, said Professor Chris Thomas of the University of York.

“Species of animals and plants have been moving their distributions away from the equator and towards the poles much faster than previously realised. In fact species are moving northward in the northern hemisphere and southward in the southern hemisphere on average at a rate of about 16km or 17km per decade,” Professor Thomas said.

“These changes are equivalent to animals and plants shifting away from the equator at around 20cm per hour, for every hour of the day, for every day of the year. This has been going on for the last 40 years and is set to continue for at least the rest of the century,” he said.

“It’s just a phenomenal rate of movement of the whole of biological life away from the equator towards the poles. How do we know it’s related to climate change? Well partly because there is no other reasonable explanation for why everything should be moving to higher elevations and to higher latitudes, but also because we find the rate of movement is greater in the regions that have experienced the most warming,” Professor Thomas explained.

“Climate change is a little bit off the political agenda at the moment but meanwhile it is still going on, species are still responding and there is a risk that many species may become extinct as a result of all these changes,” he said.

 

Fonte: Independente.co.uk

Mudança climática está a reduzir a absorção do carbono pelos oceanos

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Mudança climática está a reduzir a absorção do carbono pelos oceanos

  — eco4u

Esquema básico do ciclo do carbono – Imagem: Wikpedia

Os oceanos têm papel fundamental no cenário global de mudanças climáticas. São responsáveis por consumir cerca de um terço de todas as emissões de carbono promovidas pela ação humana, reduzindo o dióxido de carbono atmosférico que está associado ao aquecimento do planeta.

Mas por quanto tempo os oceanos continuarão a sequestrar o carbono antrópico nos níveis atuais é uma grande incógnita. Estudos feitos chegaram a resultados conflitantes sobre em que níveis as alterações no clima afetam esse sequestro.

Uma nova pesquisa, cujos resultados foram publicados neste domingo na revista Nature Geoscience, fornece evidências observacionais para concluir que as mudanças climáticas estão afetando negativamente a absorção de carbono pelos oceanos. “A conclusão é que os oceanos estão consumindo menos carbono justamente por causa do aquecimento promovido pelo próprio carbono na atmosfera”, disse Galen McKinley, da Universidade de Wisconsin-Madison, um dos autores do artigo.

O novo estudo difere de anteriores pela extensão de dados tanto em relação ao espaço como ao tempo. Os pesquisadores não se limitaram a determinadas áreas e extrapolaram os resultados para regiões maiores, mas utilizaram dados da maior parte do Atlântico Norte e do período de 1981 a 2009.

Com a grande amostragem, os cientistas identificaram um elevado grau de variações naturais que frequentemente mascara padrões de mudanças a longo prazo, o que pode explicar por que estudos anteriores apresentaram resultados antagônicos. “Como os oceanos variam muito, precisamos de dados de pelo menos 25 anos para realmente identificar os efeitos do acúmulo de carbono na atmosfera. Essa é uma questão muito importante: o que é variação natural e o que é mudança climática”, disse McKinley.

Nas últimas três décadas, o aumento no dióxido de carbono atmosférico tem sido largamente equilibrado pelo aumento correspondente no dióxido de carbono dissolvido na água do mar. Mas o novo estudo mostra que as temperaturas mais elevadas estão diminuindo a absorção de carbono em uma grande área no Atlântico Norte subtropical. A água mais quente não é capaz de manter tanto dióxido de carbono como a mais fria. Os pesquisadores destacam a importância de se ampliar os dados para utilização em novos estudos e a expansão da análise para outros oceanos.

O artigo Convergence of atmospheric and North Atlantic carbon dioxide trends on multidecadal timescales (doi: 10.1038/ngeo1193), de Galen McKinley e outros, pode ser lido por assinantes da Nature Geoscience em www.nature.com/ngeo. – Fonte: FAPESP

O oceano é o maior reservatório de carbono da Terra, contendo cerca de cinquenta vezes mais carbono que a atmosfera. O carbono no oceano é naturalmente sequestrado a partir de 2 processos:

Processo físico

Está ligado a circulação termoalina (formações de água profunda no oceano). O CO2 da atmosfera dissolve-se mais facilmente em água fria do que em água quente. As águas superficiais transportadas dos trópicos para as altas latitudes (regiões polares), ao perderem calor aumentam sua densidade e iniciam um movimento descendente. Essas águas são ricas em CO2, este foi armazenado no oceano profundo por cerca de 1.000 anos e só retornando para a atmosfera quando a circulação oceânica provoca o afloramento de águas profundas à superfície do oceano.

O aquecimento global pode provocar o derretimento do gelo nas regiões polares, o que levaria a redução da salinidade, desta forma, aumentando a estratificação entre as águas superficiais e profundas, consequentemente reduzindo o movimento descendente de CO2 para o oceano profundo.

Processo biológico – Imagem: USP

Processo biológico

Também conhecido como “Bomba Biológica”. O fitoplâncton retira CO2 da água do oceano para realizar o processo da fotossíntese. O plâncton e outros organismos marinhos extraem o CO2 da água do oceano e convertem-no ao carbonato de cálcio (CaCO3), para construir seus esqueletos e escudos.

Quando o fitoplâncton é consumido por bactérias ou pelo zooplâncton, nutrientes e CO2 são liberados para a água, podendo ser outra vez absorvido pelo fitoplâncton ou ser liberado para a atmosfera. Porém, quando o fitoplâncton morre, parte do carbono orgânico e, principalmente, o carbono inorgânico, são depositados no fundo do oceano, formando depósitos sedimentares, e posteriormente petróleo e carvão.

Em condições naturais, o carbono aprisionado nesse reservatório sedimentar gasta pelo menos 400 milhões de anos para voltar à atmosfera, por emissões vulcânicas e hidrotérmicas.